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 My Friend Michael

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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: My Friend Michael   Sex Ago 10, 2012 11:18 am

Olá meninas.
Como sabe, o livro My Friend Michael será lançado no dia 18 de agosto aqui no Brasil.
Porém, eu já li esse livro no blog Cartas para Michael, e digo, é perfeito.
Muito bom mesmo.
Frank Cassio nos conta o que Michael era de verdade, é o primeiro livro, na minha opnião, que fala a verdade sobre Michael.
E não só uma invenção da cabeça fértil de alguns autores, que criam um Michael monstro, e muitas vezes, nos contam coisas que nunca aconteceu de verdade.
Por isso, resolvi compartilhar com vocês essa maravilha.
Espero que gostem, rs.
Mil beijos Smile





Sinopse

Todo mundo conhece Michael Jackson, o mito. Esta é uma reveladora e emocionante história de Michael Jackson, o homem.

Para Frank Cascio, Michael foi muitas coisas: um segundo pai, um irmão mais velho, um chefe, um mentor e um professor. Mas, acima de tudo, ele foi um grande amigo.

Frank era apenas uma criança quando conheceu Michael em 1984, mas pelos 25 anos seguintes sua vida giraria em torno do pop star. Ao se tornar uma das pessoas mais próximas do astro, pôde observá-lo de perto. Discreto, Frank nunca havia revelado suas experiências. Até agora.

Em "Meu amigo Michael", ele refuta os boatos e mentiras que se acumularam ao longo dos anos, oferecendo um olhar sincero sobre o homem com quem compartilhou alegrias e tristezas. Frank conta tudo o que aprendeu viajando pelo mundo na companhia do artista e, mais tarde, trabalhando para ele.

Os momentos mais particulares e turbulentos de Michael são analisados pelo autor, desfazendo qualquer mal-entendido sobre seu incompreendido estilo de vida – o suposto complexo de Peter Pan, sua sexualidade e as falsas acusações levantadas contra ele.

O resultado é um retrato aguçado de Michael Jackson – uma pessoa que, embora às vezes pudesse ser absolutamente comum, também carregava marcas terríveis de uma vida sob os holofotes.

Reunindo histórias e fotografias, este livro é um baú de fatos e curiosidades sobre o Rei do Pop. Ao mesmo tempo que celebra sua vida, redefine nosso entendimento do homem por trás do mito.
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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 10, 2012 11:29 am

My Friend Michael (01)


- O primeiro encontro de Frank e Michael

'Em um dia frio, no outono de meu quinto ano, sentei-me na sala de estar da minha família para brincar com a minha limousine de brinquedo. Eu estava obcecado com aquela limousine, da forma como crianças tendem a ser com seus brinquedos favoritos, e quando meu pai me disse que eu iria ao trabalho com ele naquele dia, a fim de encontrar um amigo seu, minha primeira preocupação foi que eu pudesse levar comigo o carrinho, o qual segurava firmemente em minhas mãos.

Eu nunca tinha ouvido falar de Michael Jackson, então quando meu pai me disse o nome da pessoa que estávamos prestes a encontrar, eu não me importei. Eu estava feliz em sair da casa e orgulhoso de acompanhar meu pai em seu trabalho. Mantinha comigo a minha limousine. Claro que eu não tinha ideia na época o quão importante esse encontro iria revelar-se - a ponto de ser um marco em minha vida.

Ainda assim, por algum motivo eu me lembro claramente o dia, até o que eu estava usando: calça azul-escuro, uma blusa azul, uma gravata borboleta e um calçado com pequenas aberturas frontais. Não sei exatamente se era um vestuário típico para um garoto de quatro anos de idade, pelo menos nos últimos cem anos. Eu estava sempre vestido impecavelmente, meu pai era da Itália, a capital da moda do mundo. Eu tinha cabelo curto e reto. Um garoto elegante e amante das limousines.

Na época, meu pai estava trabalhando no Helmsley Palace, em Manhattan. O Palace era um hotel 5 estrelas com uma clientela de elite exclusiva. Meu pai era o gerente geral das torres e das suites de luxo, os quartos VIPs do hotel. Para mim, o hotel sempre foi um lugar mágico. Talvez tenha sido a energia vibrante das pessoas que estavam de passagem, cada um com um propósito único e grandioso. Naquela época eu não poderia começar a entender tudo o que estava acontecendo, mas eu podia sentir a excitação pulsante no ar. Até hoje eu ainda me lembro do cheiro de lobby e a onda de excitação que me trouxe. Eu amo hotéis.

Meu pai e eu fomos até um elevador e caminhamos em direção a um quarto de hóspedes, em frente do qual fomos recebidos por um cara que eu mais tarde conheci como sendo Bill Bray, que na época era gerente de Michael Jackson e chefe de segurança. Bill Bray foi uma figura paterna de sorte para Michael. Ele tinha trabalhado com ele desde os tempos da Motown e iria ficar com ele como um conselheiro de confiança por muitos anos. Bill era afro-americano e usava barba, e naquele dia usava um chapéu fedora.

Nos próximos anos, eu veria muitas vezes Michael andando atrás dele, imitando o seu caminhar descontraído. Bill cumprimentou calorosamente o meu pai. Pareceu-me que ele e meu pai já eram amigos. Bill levou-nos para o quarto do hotel. Estava vazio, como se ninguém estivesse hospedado lá. Na verdade, dado o que eu sei agora sobre os hábitos de Michael, é claro que o quarto não era, de fato, o que ele estava usando: ele tinha chegado a este quarto especialmente para esta reunião porque não nos conhecia bem o suficiente para nos convidar para sua suíte. Embora muitas vezes Michael estendesse a mão para os outros, ele sempre criou um espaço de proteção entre ele e as pessoas que ele conhecia.

Michael levantou de uma cadeira para nos cumprimentar. Ele não parecia excepcional para mim. Aos quatro anos, as únicas distinções que eu realmente traçava entre as pessoas era se eles fossem adultos, adolescentes ou crianças como eu. "Hey, Joker" disse Bill. "Temos Dominic e seu filho aqui para ver você." Mais tarde eu entenderia que Bill chamava Michael de "Joker" pela razão óbvia de que Michael estava sempre 'pregando peças' nas pessoas. Michael me deu um grande sorriso, tirou os óculos escuros e apertou minha mão. Ele era, aos 27 anos de idade, um artista de renome mundial e seu mais recente álbum, Thriller, era o álbum mais vendido de todos os tempos - um recorde que ainda se mantém, conforme registros.

Uma vez que havíamos sido apresentados, Bill Bray saiu e meu pai, Michael e eu ficamos na sala vazia, apenas conversando. "Você tem um pai tão maravilhoso" Michael me disse. Ele repetiria isso muitas vezes nos próximos anos, e eu sei que foi por causa da impressão especial que meu pai havia causado nele que ele queria conhecer o resto de sua família. As pessoas ficam sempre imediatamente confortáveis em torno de meu pai. Ele irradia honestidade e sinceridade do seu interior.

Em seguida, Michael e eu começamos a falar sobre desenhos animados. Eu lhe disse que amava Popeye, e eu tive a honra duvidosa de apresentá-lo ao Garbage Pail Kids - meu irmão e eu colecionávamos os cartões. Michael sabia como falar com as crianças, ele estava genuinamente interessado em meu pequeno mundo, e eu devo ter gostado dele, porque me lembro dirigindo minha limousine de brinquedo sobre a sua cabeça e ombros, e para baixo dos seus braços. Ele pegou o carro de mim e o fez voar sobre minha cabeça como um avião, fazendo sons de avião.

"O que você quer ser quando crescer?" Michael perguntou. "Eu quero ser como Donald Trump" eu disse, "mas com mais dinheiro." Meu pai riu. "Dá pra acreditar?" Disse. "Donald Trump não tem muito dinheiro" disse Michael. Então, meu pai pediu para tirar uma foto de mim e Michael. Eu subi em seu colo e passei meus braços em torno de seu queixo. Sorri, e nós tiramos uma foto.



- Frank mantém a limousine em sua mão...



- Frank fotografa Michael

Então essa foi a primeira vez que encontrei Michael. Anos mais tarde, ele iria mostrar esta fotografia para as pessoas, dizendo: "Você pode acreditar que é Frank?" A informalidade descontraída da imagem - nossos sorrisos, uma mecha escura de cabelo escapando no meio da testa de Michael - é a ocasião que me vem em retrospecto. Passamos cerca de uma hora com Michael naquele dia, e quando o deixamos ele nos disse que iria chamar-nos na próxima vez que ele estivesse em Nova York, e que ele gostaria de nos ver novamente.

Viajando de carro de volta para New Jersey, meu pai olhou para mim no banco de trás e disse: "Você não tem ideia de quem você acabou de conhecer."

Aquele primeiro encontro entre Michael e eu ocorreu por causa do valor que Michael dava ao meu pai: quando ele ficou no Palace Hotel, meu pai sempre cuidou dele. Era o trabalho do meu pai no Palace e ele era bom nisso. Ele garantiu que quando Michael viesse, sua suíte preferida estaria disponível para ele. Se Michael quisesse uma pista de dança em seu quarto, meu pai a faria. Quando Gregory Peck estava hospedado no hotel e Michael queria conhecê-lo, meu pai fez isso acontecer. Ele supervisionou a segurança para idas e vindas de Michael desde o hotel. Ele era atento aos mais pedidos mais pequenos, como alimentos especiais. Ele saía do habitual para certificar-se de que Michael tinha tudo o que ele precisava ou queria.



- Michael e Dominic Cascio (pai de Frank)

Michael sabia dessas coisas sobre meu pai e, eventualmente, ele disse a Bill Bray que queria conhecer Dominic. Bill Bray arranjou para que eles passassem algum tempo juntos. Passando a se conhecerem melhor, meu pai achou Michael como sendo extremamente caloroso, gracioso e humilde. Ao mesmo tempo, eu tenho certeza que meu pai fez Michael se sentir em casa, de uma maneira que demonstrava que ela não foi desenhada para Michael por causa de seu status de celebridade. Ele não estava chocado.

As pessoas sempre foram atraídas pelo meu pai por causa de sua sinceridade. Sua maneira toda reflete o fato de que ele vê as pessoas como pessoas. Ele escuta sem julgamento e ajuda sem querer nada para si mesmo. Esse tipo de tratamento era raro no mundo de Michael, e ele começou a olhar para o meu pai como um amigo. Ele não pedia pela lista convencional de amenidades que as celebridades hospedadas solicitavam. Ele queria falar com meu pai. Para conhecê-lo como pessoa.

Meu pai não procurava tal intimidade com o VIPs que se hospedavam no hotel. Foi Michael que iniciou a amizade, e certamente meu pai estava lisonjeado, embora não tão indevidamente. A amizade cresceu e floresceu em algo que viria a ser uma vida de camaradagem, lealdade e confiança.'
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Beah-chan

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 10, 2012 4:11 pm

Ahhhh linda, com certeza vou ler, amei esse pedaço Mike sempre mto gentil e extremamente inteligente "Donald Trump não é rico".

Vlw por postar, vou ficar grudada aki, Ok?
mjpalmas
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Cleia.EC

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 10, 2012 5:06 pm

Valeu por postar,vou acompanhar com certeza,beijosss
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Angel jackson



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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 10, 2012 5:08 pm

Oi Tatah, obrigadão por sua iniciativa tá?
Vou esta sempre batendo o ponto aqui, ansiosissima por mais! Valeu!
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Nai Jackson
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sab Ago 11, 2012 11:07 am

Sister, meus parabéns por essa iniciativa maravilhosa cheers
Eu estou completamente louca pra ler esse livro core1

Muito obrigada por postar uhuuuu
Beijos linda.
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CeBad

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sab Ago 11, 2012 3:41 pm

para tudo!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Paulinha Jackson

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 12, 2012 2:12 am

Ainnn flor amei o primeiro capítulo
to mega ansiosa pra o meu chegar e eu lê-lo inteirinho , enquanto isso vou lendo por aqui .
Beijos
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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 12, 2012 12:53 pm

aaaaaaaaaaaaaaaaah meninas.
Que bom que estão aqui, fico tão feliz.
Esse livro é sim maravilhoso, espero que todas gostem.
Muuito obrigada por estarem aqui, rs.
Vamos ler mais? rs.
Mil beijos! *-*-*

_________________

Mais um cantinho de amor para Michael meninas!!
Venha nos visitar:
http://nevercansaygoodbyemj.forumeiros.com/forum
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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 12, 2012 12:55 pm

My Friend Michael (02)



'Eu gostava de qualquer nova pessoa que demonstrasse interesse nos meus interesses. Eu não tenho preconceitos, e eu não faço julgamentos. Michael era amigo de meu pai e meu conselheiro durante décadas, mas quando ele se dirigia a mim, não era como um adulto fala a uma criança. Era como um amigo fala a um amigo.

Nós brincávamos, e por um bom tempo este fundamento infantil era uma base suficiente para a nossa amizade. Duas ou três semanas depois do nosso primeiro encontro, meu pai trouxe-nos, a mim, meu irmão mais novo (Eddie) e minha mãe grávida de volta para o hotel para ver Michael novamente.

Essas foram as duas únicas vezes que eu o tinha encontrado antes da noite em nossa casa, em Hawthorne, New Jersey, quando a campainha tocou muito tempo depois de eu ter ido dormir. Hawthorne era uma cidade modesta, e nossa casa era pequena. Meu irmão e eu dividíamos o quarto com camas individuais separadas por uma cômoda pequena.

Lembro-me de estar deitado na cama imaginando quem poderia estar tocando a campainha da porta no meio da noite. Ouvi a porta lateral aberta, e momentos mais tarde, meus pais vieram para a porta do nosso quarto para nos acordar. Eles estavam com dois homens. Um deles era Bill Bray, e o outro era Michael Jackson.

Um visitante noturno era um evento raro e emocionante. Meu irmão e eu saltamos da cama para cumprimentá-lo, e eu estava empolgado para alcançar a nossa impressionante coleção de bonecos Cabbage Patch e os cartões Garbage Pail Kids para mostrá-los a Michael.



- Garbage Pail Kids - Trading Cards

Então meus pais disseram-nos para lhe mostrar como nós estávamos aprendendo a tocar piano. Eu não estava especialmente ansioso para tocar, mas eu arrisquei o tema de Star Wars e Für Elise. Meu irmão, Eddie, embora ele tivesse apenas três anos, já era um músico mais completo do que eu, tocou o tema de
Chariots of Fire. Michael ficou encantado com o nosso desempenho.

Provavelmente é um exagero dizer que nessa idade eu já reconhecia algo diferente sobre Michael, algo que o distinguisse dos outros adultos que eu conhecia, mas da próxima vez que ele veio, eu lhe dei o que eu considerava ser um grande presente, um dos meus bens mais valiosos: a minha coleção de cartões Garbage Pail Kids. No começo, ele se recusou a aceitá-los, dizendo: "Não, eu não posso levar os seus cartões!"

Mas eu vi como ele estava encantado com a coleção e insistí: "Não, não. Eu quero que você fique com eles.¨Esse foi o primeiro presente que dei para Michael, e ele guardou para o resto de sua vida (em sua confusão de um armário em Neverland).

A partir de então, as visitas de Michael tornaram-se uma ocorrência freqüente. Na época, ele estava em turnê com o Jackson Five para o álbum Victory, por isso ele estava muito em Nova York, e em cada uma das suas visitas, ele fazia questão de nos ver. Por que Michael fazia isso? Por que o homem mais ocupado no mundo do entretenimento encontrava tempo para nossa família aparentemente banal?

Eu acho que representava algo que ele, por toda sua fama, não tinha, e talvez de uma forma desejava que ele fez. Ser um grande amigo da minha família significava que ele poderia escapar à calmaria do subúrbio de Nova Jersey, e pelo menos por um tempo, viver uma vida normal com uma família comum. Como estar em torno das crianças e estar interessado em brinquedos e desenhos animados, não era uma coisa sexual para Michael.

Quando ele estava com as crianças, ele poderia ser ele mesmo. Ele tinha sido o centro das atenções toda a sua vida, e as pessoas olhavam para ele de forma diferente por causa disso. Mas as crianças não se importavam com quem ele era. Eu certamente não.

Nessa tour, os Jacksons fizeram três shows no Giants Stadium, e meus pais levaram a mim e a Eddie a todos eles. No início do primeiro show, quando Michael começou a cantar, eu olhei para meu pai e perguntei: "Este é o mesmo Michael Jackson, que vem à nossa casa?" Foi a primeira vez que eu realmente compreendi que poderia haver algo verdadeiramente singular a respeito desse bom homem que compartilhou o meu amor pelos cartões Cabbage Patch Kids e os brinquedos em geral. No palco, ele se transformava. Não parecia ser o nosso amigo Michael. Era o superstar Michael.

Aquelas eram noites de horário tardio para um menino tão jovem, e meus pais, principalmente minha mãe, se importavam com isso. Mas ganhar ingressos para um concerto de Michael Jackson não acontece todos os dias, e meus pais queriam dar a mim e a Eddie tantas experiências memoráveis quanto fosse possível. Talvez Michael foi o maior astro do mundo e talvez eles se sentissem especiais por estar na intimidade com ele, mas esse tipo de pensamento não dirigia as suas decisões como pais.

Eles não ficaram deslumbrados com Michael. Sim, foi uma experiência legal de conhecê-lo e passar tempo com ele, e era importante. Mas, principalmente, iam aos concertos, e todas as outras vezes que viriam a compartilhar com Michael, era simplesmente o tipo de coisas meus pais faziam com alguém que amavam. O que meu pai achava de especial sobre Michael não era sua fama ou estrelato. Era o seu sorriso, sua sinceridade, sua humanidade. Ele foi tocado pelo fato de que Michael, um megastar no mundo do entretenimento, havia formado uma verdadeira amizade com toda a nossa família.

Minha mãe é uma pessoa de leal apoio, e como ela chegou a conhecer Michael, tinha uma postura maternal e protetora em relação a ele, a maneira como ela se sentiria em relação a qualquer amigo de confiança e amado. Ela estava lá para ele, especialmente porque o tempo passou e ela sentiu que precisava de sua lealdade e apoio.

Meus pais acreditavam em participar ativamente na vida. Suas portas estavam abertas para o mundo, e qualquer um que andasse em sua casa encontrariam calor e conforto aguardando-os. Era o jeito deles. Dominic Cascio, meu pai, cresceu no sul da Itália. Ele viveu entre Palermo e Castelbuono, a pequena cidade a que me referi anteriormente.

É uma pequena vila, um lugar especial onde as pessoas não têm que fazer um monte de dinheiro para apreciar as melhores coisas na vida. Amor, família, religião, comida, estes são os prazeres que contam em Castelbuono. Eu sei que isto soa como um daqueles filmes clichês sobre comida e romance na ensolarada e pitoresca Toscana, mas ela realmente existe.

Meu pai foi criado lá, e apesar de minha mãe ter nascido em Staten Island, sua família veio de Castelbuono, também. Á medida em que eu crescia, nossos jantares de domingo de noite sempre incluíam mais convidados do que a nossa família imediata. Mesmo antes de todos os cinco de seus filhos nascerem, não era incomum para a minha mãe cozinhar para quase vinte pessoas.

Nossa casa em Nova Jersey era como um hotel: havia sempre pessoas aparecendo, ficando para o jantar, ficar por dias, semanas, até meses. Não admira que o meu pai fosse tão bem sucedido no Helmsley Palace: ele tinha 'administrado' o Cascio Palace por anos. Meus pais eram o centro de suas famílias, e foram eles que faziam com que todos se reunissem, o que geralmente significa comer juntos. Família era uma prioridade para eles, e eles educaram suas crianças para que se sentissem da mesma maneira.

Eu acho que Michael reconheceu os nossos valores desde o início. Ele já se sentia confortável com o meu pai, e quando se encontrou com o resto de nós, ele deve ter percebido que éramos basicamente calorosos, pessoas honestas que não tinham motivos particulares ou agenda para além de viver a vida e ser feliz. Essa é a minha melhor teoria de porque Michael se apaixonou por minha família: Foi porque nunca o vimos como Michael Jackson, o superstar.

Meus pais não educaram seus filhos para pensarem sobre as pessoas nesses termos. Nós reconhecíamos e respeitávamos o talento de Michael e o seu sucesso, e o tipo de exigências que isto representava para ele, por isso adaptamo-nos à sua programação não convencional e não sobre quem éramos ou como nós o víamos. Quero dizer, francamente, o que mais importava para mim era que ele era um adulto que gostava de Cabbage Patch Kids e desenhos animados.'
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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 12, 2012 12:57 pm

My Friend Michael (03)



'Durante os próximos anos, esta é a relação que tivemos com Michael. A campainha tocava à noite, eu e Eddie sabíamos que era Michael. Acordávamos, corríamos para dar-lhe abraços e mostrar-lhe nossos novos brinquedos e truques que tínhamos aprendido, a família inteira falando ao mesmo tempo, saudando-o como um parente amado de longe cujo avião tinha chegado atrasado.

Eu nunca fui um grande dorminhoco. Muitas noites eu vagava pela casa, espionando os meus pais, divertindo-me com o mistério do mundo dos adultos. Mas de vez em quando eu caía em sono pesado. Deve ter sido uma daquelas noites em que a campainha não conseguia me acordar. Em vez disso eu abri meus olhos para encontrar um chimpanzé fazendo barulho bem na minha cara.

Achei - com uma calma e confiança que me surpreende lembrar - que eu estava sonhando enquanto eu observava o chimpanzé saltar sobre a cama de Eddie e acordá-lo também. Então eu percebi que Michael, Bill Bray, meus pais, e outro homem que eu mais tarde conheci como Bob Dunn, o treinador do chimpanzé, estavam lotados em meu pequeno quarto. Era meia-noite e o chimpanzé que enlouquecia o meu irmão era o legendário Bubbles, o amado animal de estimação de Michael.

Como Michael se tornou uma presença mais familiar na minha vida, eu aprendi partes sobre ele e sua música. Nos primeiros dias, logo depois que eu o conheci, eu disse à minha professora, a Sra. Whise: "Eu posso tocar piano. Vou tocar Thriller." Comecei a bater nas teclas, certo de que sabia tocar piano e que a minha interpretação de Thriller iria impressionar a classe. Mas a Sra. Whise apenas disse: "Afaste-se de que o piano, você vai quebrá-lo."

Um ano mais tarde, quando eu estava na primeira ou segunda série, eu tinha que trazer algo de significativo para mostrar à classe. Eu não tinha ideia do que trazer, até minha mãe sugerir uma fotografia de Michael. Embora eu ainda pensasse nele como meu amigo Michael, eu estava começando a perceber que as pessoas o conheciam como alguém maior, a pessoa a quem eu tinha visto atuar no enorme palco no Giants Stadium, com todas as luzes e aplausos. Então, eu levei a foto para a escola, a foto que havia sido tomada no primeiro dia que eu conheci.



- A fotografia que Frank mostrou à professora

O garoto que teve a sua vez antes de mim percorreu a sala de aula mostrando um ursinho de pelúcia para seus colegas. Ele nos disse o nome de seu ursinho, e que havia de tão especial sobre ele. (Perdoe-me se eu não me lembro os detalhes.) Então eu me levantei e disse: "Este é um retrato de Michael. Ele é um amigo meu. Ele é um cantor e um artista."

Minha professora, que estava provavelmente próxima aos cinquenta anos de idade, me chamou até sua mesa e pediu para ver a fotografia que eu estava segurando.Ela olhou, um pouco espantada.

"Isto é real?" perguntou ela.

"Sim, é verdade" respondi.

Então ela disse: "Turma, este é Michael Jackson. Ele é um cantor muito, muito famoso." E embora eu não compreendesse totalmente o porquê, eu senti uma onda de orgulho.

Quando ele ficava conosco, uma das atividades favoritas de Michael era para ajudar minha mãe a limpar a casa. Ele gostava de limpeza. Ele nos disse que quando era criança, ele e seus irmãos limpavam e cantavam ao mesmo tempo. Um irmão cantava o primeiro verso, outro faria até a segunda parte e um terceiro viria com o coro ou, como Michael chamava, o gancho.

Então, alguém faria o segundo verso, e alguém faria a ponte. Michael disse que eles usavam isso para chegar a algum material realmente bom enquanto eles limpavam. Ou então ele disse ... eu sempre suspeitei que a história foi uma maneira inteligente de motivar o meu irmão e me ajudar.

Minha mãe costumava fazer nossas camas e limpar nossos quartos. Estávamos de certa forma, um pouco estragados. Mas Michael sempre nos incentivou a ajudá-la.

"Você não tem ideia de como sua mãe é especial" ele nos diria. "Um dia você vai ver."

Michael disse-nos que a nossa mãe, Connie, lembrava a sua própria mãe, Katherine, e eu nunca vou esquecer o momento em que eu fiquei com raiva de minha mãe e gritei para ela. Michael me repreendeu duramente, dizendo: "Você nunca deve falar com sua mãe desse jeito, nunca. Ela deu à luz a você. Você não estaria aqui se não fosse por ela. E ela morreria por você. Você deve respeitar sua mãe." Como italiano, eu já sabia a respeito de minha mãe. Mas ouvir isso de Michael deu um peso familiar extra e eu levei suas palavras a sério.

Uma das coisas que Michael mais gostava sobre a minha mãe, além de seu coração caloroso e carinhoso, era a sua culinária. Toda vez que ele vinha à nossa casa, ele pedia para fazer um jantar de peru, com purê de batatas, recheio, inhame e molho de cranberry. Michael amava molho de cranberry. E sempre torta de pêssego para a sobremesa: a forma como Michael costumava falar sobre torta de pêssego, você acha que foi a Segunda Vinda.

Meu tio Aldo e meu pai tínhamos um restaurante chamado Aldo. Quando levamos Michael lá, comemos em uma sala privada para que ele pudesse se sentir confortável, desfrutando de uma refeição sem ter que lidar com as pessoas olhando para ele.


Mas se estávamos comendo em casa ou no Aldo, ele se sentia totalmente natural em ser Michael. O engraçado era que nenhum de nós nunca realmente falou sobre ele com outras pessoas. Nós o amávamos, mas ao mesmo tempo, nós sempre o protegíamos.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 12, 2012 12:58 pm

My Friend Michael (04)



'Naqueles primeiros anos do ensino fundamental, Michael era uma visita regular, muitas vezes sem aviso prévio, na casa da minha família em Hawthorne. Em 1987, quando eu tinha sete anos, saiu o seu sétimo álbum, Bad.

Michael nos enviou pelo correio uma cópia do álbum antes dele ser lançado. Fomos ao show e minha família assistiu ao vídeo Man in the Mirror vídeo na MTV, quando surgiu pela primeira vez (e eu assisti um milhão de vezes mais tarde era como voltar aos dias de glória quando a MTV passava vídeos de música sem parar).

Bad passou a vender mais de trinta milhões de cópias e foi um enorme sucesso em todo o mundo. Michael estava no topo do mundo. Ao longo dos próximos anos, sempre que íamos ver Michael, ele tocava as canções nas quais ele estava trabalhando no momento, perguntava as nossas opiniões, e assim nos permitia ouvir os novos rumos que ele estava tomando musicalmente.

Quando Dangerous chegou em nossa caixa de correio quatro anos após Bad, fiquei surpreso ao descobrir que algumas das novas músicas que Michael vinha tocando para nós não foram incluídas no álbum, por exemplo, uma faixa chamada Turning Me Off e outra chamada Irmã Superfly (que mais tarde foi lançado no álbum Blood On The Dance Floor). Dangerous vendeu ainda melhor e mais rápido do que Bad.

Como Michael cimentou o seu trabalho seguinte em todo o mundo, meu conhecimento de sua música expandia-se a toda hora, mas meus amigos permaneciam praticamente inconscientes sobre Michael Jackson. Estávamos ainda na idade em que a maioria de nós adotava as preferências musicais dos nossos pais e as dos pais dos meus amigos não era Michael.

Mas aconteceu uma história diferente com os meus pais, na medida em que eles estavam envolvidos e Michael era uma parte da nossa família e eu estava orgulhoso a cada sucesso seu. Então em 1993 meu relacionamento com Michael atingiu um novo nível quando, pela primeira vez, ele convidou minha família para visitá-lo em sua casa, o rancho Neverland.

Durante anos, soubesse que Michael estava construindo uma residência na Califórnia. Muitas vezes, como ele estava supervisionando a construção da fazenda, ele dizia: 'Você deve vir a Neverland. Há um cinema, um jardim zoológico, alguns passeios no parque de diversões. Não existem regras em Neverland. Você pode fazer o que quiser, apenas relaxar e ser livre.'

Eu não tinha ideia do que estava por vir. Nenhuma ideia. A realidade era algo que eu nunca poderia ter imaginado. Eu tinha doze anos quando minha família fez a sua primeira viagem à Neverland. durante as férias de primavera. Todos os meus irmãos já haviam nascido, então meus pais trouxeram: a mim, Eddie, meu irmão Dominic, minha irmã, Nicole Marie, meu irmão mais novo Aldo, que era apenas um bebê e meus dois primos, Danielle e Aldo.

Nossa família viajava regularmente mesmo com todos os filhos, porque os meus pais faziam questão de fazer viagens freqüentes de volta à Itália para ver a nossa família, mas esta foi a primeira vez na Califórnia. Eu não tinha um conceito sobre como exatamente seria a Califórnia e Michael disse: 'Eu tenho uma roda-gigante'. Assim como o avião pousou, eu, na minha inocência, olhei pela janela à espera de ver-la lá na pista. Eu não tinha ideia de que a fazenda estava a mais de duas horas ao norte, perto de Santa Bárbara.

Nós chegamos em Los Angeles e passamos um dia na Universal Studios, mas o roteiro turístico comum parou por aí. Mais tarde, na manhã seguinte, a limusine preta de Michael nos pegou no hotel para levar-nos até Neverland. Como um adulto, eu ficaria muito familiarizado com aquele caminho, mas como um garoto, tudo que eu sabia era que parecia durar uma eternidade. Nós, as crianças (exceto Aldo que era bebê) estávamos no interior da limusine como um bando de vaga-lumes capturados em um frasco.

Quando finalmente chegamos no portão de Neverland, fomos recebidos pelo segurança. O motorista disse: 'Nós temos a família Cascio aqui', e o segurança abriu o portão.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 9:16 am

nossa que demais isso amiga cont por favor ....

_________________
Te amo enternamente Michael Jackson


Gente vamos visita o forum da nossa amiga Mila tb ele é lindo viu!
http://carousel.ativoforum.com/


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Beah-chan

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 11:50 am

Caramba.
Tô mto feliz de poder ler esse livro.

obrigada linda.
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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 1:23 pm

Beah-chan escreveu:
Caramba.
Tô mto feliz de poder ler esse livro.

obrigada linda.

Oh, minha flor, e eu estou muuuuito feliz de está postando-o aqui para vocês.
Esse livro é um sonho, rs.
Mais para vocês.
Mil beijos Smile
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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 1:31 pm

My Friend Michael (05)

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- Imagem de Neverland


'Como se a unidade de Los Angeles não tivesse sido suficiente como um desafio de resistência para seis crianças, uma vez que chegamos no portão, ainda tínhamos que viajar a longa estrada até a casa. Agora, porém, estávamos finalmente em Neverland e realmente era um outro mundo. Música clássica bonita alternando com as trilhas sonoras dos filmes da Disney, como Peter Pan e A Bela e a Fera tocavam em toda a propriedade.

Havia plátanos, flores, fontes, hectares e hectares de algumas das paisagens mais bonitas da América. O caminho curvo passado ao lado direito de uma estação de trem, um lago à esquerda. Havia estátuas de bronze de crianças brincando e estávamos cercados por montanhas por todos os lados. Neverland era impressionante. Neverland era, de longe, o lugar mais mágico no qual eu já tinha estado. E ainda é.



- O lago de Neverland


A entrada para a casa de estilo Tudor era cheia de estátuas, pinturas e grandes tapetes vermelhos fluindo através dos pisos brilhantes. Gail, o gerente da casa, levou-nos - passando por uma escada de madeira brilhante - por um corredor para a ala de Michael e por um corredor até a sala de estar.

'Sr. Jackson irá recebê-los' disse Gail.

Momentos depois, Michael chegou. 'Bem vindos a Neverland' ele disse simplesmente. Em seguida, ele acrescentou: 'Basta ser livre.' De uma forma ou de outra, todos os seus convidados recebiam essa mesma instrução.

Fomos levados para a sala de jantar, onde o pessoal nos trouxe o almoço, e todos nós comemos juntos, recuperando o atraso. Após o almoço, Michael nos deu um passeio pela propriedade. Visitamos os animais no zoológico, rodamos no trem e demos uma volta na roda gigante. Ao longo do rancho, tudo estava em perfeito estado de funcionamento e o mesmo em relação aos funcionários: havia tratadores de animais e operadores de passeio, todos eles pareciam surgir magicamente, no momento exato em que a sua ajuda era necessária.

Os passeios em Neverland eram divertidos, mas eu sempre fui mais impressionado com o zoológico. É uma coisa incrível visitar um zoológico particular. Michael teve vários especialistas cuidando dos animais: havia um tratador para os répteis, alguém para os ursos, leões e chimpanzés, uma outra pessoa para as girafas e o elefante e assim por diante.



- A área dos elefantes em Neverland


Os tratadores traziam os animais para nós, deixando-nos alimentá-los e contando-nos sobre os seus hábitos. Na casa dos répteis havia anacondas, tarântulas, uma cobra naja cuspideira, cascavéis, piranhas e crocodilos. Os crocodilos comiam apenas uma vez por semana, e consumiam os frangos frescos todos de uma vez. Havia quatro ou cinco girafas. Michael era alérgico a elas e aos cavalos, ele tinha que tomar remédio se ele quisesse tocá-los, mas eu gostava de acariciar as girafas. De perto, por algum motivo, o seu hálito cheirava como a hortelã.



- O zoo de Neverland

Os chimpanzés e os orangotangos eram meus favoritos. Eles estavam sempre andando completamente vestido em fraldas, camisas, macacões e Oshkosh. Os chimpanzés, por algum motivo, eram obcecados com pequenos detalhes. Se, por exemplo, eu tivesse uma unha encravada, os chimpanzés poderiam notá-la imediatamente, estudavam-na, brincavam com ela e a beijavam. Eles bebiam suco saídos de caixas de suco com palhas. E seus doces favoritos eram Jujubas e Nerds. Eles seguravam cada pedaço de doce e o examinavam totalmente antes de comê-lo.

Agora, eu não posso dizer qual era o doce era o mais nutritivo, todos eram pré-aprovados para qualquer um desses animais, mas posso dizer-lhe que o filhote amava Skittles. Ele lambia a sua gaiola, pedindo mais. Ah, e os elefantes gostavam de beber refrigerante e comer Starbursts. Se diz que muitos animais de estimação se parecem com seus donos e os animais em Neverland pareciam ter desenvolvido o gosto dos alimentos que eram muito semelhantes ao gosto do próprio Michael.



- Thriller e Sabu

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O cinema de Neverland era notável pela sua elegância. Os visitantes percorriam uma passarela de pedras, passando por uma fonte muito bem iluminada, com dança de água, enquanto uma linda música tocava ao fundo, como acontecia por todo o rancho. Depois de passar por dois conjuntos de portas duplas, eles entravam no teatro, onde, à esquerda da entrada, eles veriam uma exposição de animatronics (robôs) dos personagens de Pinóquio que Michael tinha feito sob medida pela equipe da Disney. Ele incluiu um robô de Michael em tamanho real, vestido com seu traje do vídeo de Smooth Criminal. Na pequena sátira que acompanhava a exibição, uma voz dizia: 'Olhe, há Michael!' e o robô Michael ganhava vida, fazendo o moonwalker em em círculo.



- O cinema de Neverland

À direita, em frente ao Pinóquio e ao Michael, havia um robô do Lobo Mau. E mais para a frente estava o balcão de doces, com todo o tipo de doces conhecidos pelo homem. O posto de concessão também tinha uma máquina de sorvete, uma máquina de pipoca e toda bebida que você pudesse querer. De volta para casa em Nova Jersey, se meus irmãos e eu tivéssemos a sorte de ter livre acesso a uma máquina de sorvete por um par de horas em um sábado à tarde, teria sido motivo de grande celebração. Aqui, era apenas um pequeno elemento em um sonho que tornava-se realidade.

Um tapete vermelho levava ao teatro. Havia cerca de uma centena de assentos vermelhos. Em visitas futuras, nós levaríamos Graveyard, o orangotango, todo vestido ao cinema com a gente. Ele se sentava entre mim e Michael, comendo pipoca e saboreando seu próprio refrigerante. Havia também dois quartos privados, um de cada lado do teatro, então você tinha a opção de assistir no conforto de uma cama de hospital ajustável, se isso fosse a sua fantasia. Ao longo dos anos, haveria muitas vezes em que eu fui assistir a um filme tarde e acabei dormindo no teatro toda a noite.

Neverland pode ter sido um lugar verdadeiramente mágico, mas não mudou meus sentimentos sobre Michael. Ele era tão humilde em sua casa como ele era quando estava em nossa casa. Eu não comparo o esplendor do lugar com riqueza ou poder. Eu já havia visto Michael em concerto, onde a sua transformação para um megastar era muito mais dramática.

Pode ter sido durante a viagem - certamente foi durante uma delas e houveram muitas - enquanto dirigia um carrinho de golfe, Michael falava sobre como sua Neverland seria como a Graceland de Elvis. Em uma voz deliberadamente nasal de um guia turístico, ele começou a narrar: 'Se você olhar para a direita, você verá o forte balão de água. Michael ganhou muitas batalhas nesse campo ...'

'Quando você planeja fazer isso acontecer?' perguntei.

'Estou planejando isso agora' respondeu ele. 'Mas não vai ser aberto até que eu esteja morto.'

Durante essa viagem, passamos três ou quatro dias em Neverland, permanecendo nos bangalôs, uma casa estilo country dividida em quatro unidades separadas. Elas eram simples porém elegantes, com móveis e pisos de madeira escura e roupas brancas em todas as camas. Nos banheiros haviam sabonetes personalizados gravados com o logotipo Neverland: um menino na lua.


(O estúdio de cinema DreamWorks estúdio de cinema tem um logotipo similar, mas Michael projetou seu garoto-na-lua anos antes do surgimento do DreamWorks. Steven Spielberg deve ter sido inspirado quando ele veio visitar o rancho.)

Elizabeth Taylor teve uma suíte com cama king-size. Se bem me lembro, nessa primeira viagem meu irmão e eu ficamos no bangalô 02, que tinha duas camas de casal. Essa foi uma das poucas vezes em que eu fiquei nos bangalôs, para cada visita subseqüente na infância, eu fiquei na casa principal.

Na parte da manhã, quando acordávamos, os chefs faziam o que queríamos para o café da manhã, que era trazido para os nossos quartos ou servidos na cozinha. Eles estavam de plantão vinte e quatro horas por dia. Creeks borbulhavam por toda a terra.(nota do blog: creeks são pequenas correntes de água) A música era tocada por todo o lugar. Eram utilizados carrinhos de golfe para se locomover pela propriedade: do cinema para o parque de diversões e para o zoológico.

Meus pais adoravam o rancho. Meu pai disse que era como 'atravessar os portões do Paraíso' e que ele despertava a juventude e inocência que se escondia em todos os seus visitantes. Ele ia a pé ao redor da propriedade, feliz, fumando seu charuto. Enquanto isso, minha mãe, que era normalmente uma dessas supermulheres que nunca param de trabalhar de manhã à noite, finalmente se acalmava. Neverland era o único lugar no mundo onde ela poderia relaxar e se divertir, especialmente no cinema. Meus pais eram chamados a participar das nossas lutas de balão d'água, de vez em quando.

Durante o dia, cada um de nós tomava seu próprio caminho, mas a cada noite nos reuníamos para um jantar de grande família. Uma noite, jantamos nas tendas. Michael havia criado uma pequena aldeia indígena com tendas e uma grande fogueira. Nós nos sentamos no chão, usando cobertores, conversando e olhando o fogo. Foi tão divertido que em cada viagem subseqüente fizemos questão de ter pelo menos um jantar nas tendas.

Outra tradição favorita era os passeios matinais no balão de ar quente. Por alguma razão, ele deve ter tido a ver com o tempo, tínhamos que acordar ao romper da aurora. Ainda com sono, mas animado, íamos de carro até um ponto sobre a propriedade e subíamos a bordo do balão. Em breve estávamos flutuando alto sobre Neverland, olhando para a paisagem exuberante.

Eddie e eu passávamos a maior parte do nosso tempo no rancho com Michael. Era um lugar onde cada visitante poderia experimentar a liberdade completa e estar completamente sozinho, mas não havia nenhuma dúvida de que ser capaz de experimentar Neverland com seu criador, ao lado dele e através de seus olhos, aumentaria a magia. Queríamos sair com ele. Ele era o espírito do lugar.

Em Peter Pan, Neverland é um lugar onde as crianças nunca tem que crescer. Como uma criança, Michael tinha vivido em um mundo adulto, ele trabalhou a partir de cinco anos de idade. Ele fazia turnês. Seu tempo não era seu. Quando ele ouvia os sons de crianças brincando, ele queria mais do que qualquer coisa, juntar-se a eles, mas não era uma opção.

Como um adulto, como ele mesmo disse, Michael foi atraído à infância que ele nunca tinha tido. Ele diria: 'Eu tenho dez anos de idade. Eu nunca mais quero crescer.' Claro, crescer é uma parte da vida, mas Michael estava determinado a descobrir os melhores elementos da sua infância perdida para mantê-los vivos. Ele adorava a ideia de que podemos segurar a inocência, liberdade, alegria e Neverland era um mundo em si mesmo, onde as crianças poderiam ser livres e qualquer visitante poderia deixar de lado as suas preocupações e ser uma criança novamente. Uma vez que você passasse através dos seus portais mágicos, o mundo lá fora não importava mais.

Michael projetou cada aspecto de Neverland, e era sempre um trabalho em andamento. Ele era um homem de visão, às vezes loucas visões e sempre que ele tinha uma ideia, ele não hesitava em avançar, tornando-a uma realidade. Se ele quisesse casas na árvore, ele planejava casas nas árvores. Se ele achasse que deveria haver uma ilha inteira cheia de flamingos para os hóspedes, ele iria construir uma ilha e preenchê-la com flamingos.



- Os flamingos

Nos últimos anos, quando estávamos apenas nós dois na propriedade, nós passeávamos e verificávamos cada detalhe. Às vezes nós espreitávamos as unidades de alojamento, e se algo não fosse do seu agrado, Michael faria a substituição. Ele movia um relógio de dois centímetros para a esquerda para colocá-lo perfeitamente. Ele movia os móveis de lugar. Ele gostava que as flores fossem colhidas na hora. Ele queria que o paisagismo fosse perfeitamente podado.

À medida que caminhávamos juntos, ele dizia no walkie-talkie: 'Precisamos de mais flores por aqui', 'Aumente a música' ou informaria ao administrador se ele não conseguisse ouvir o chilrear sonoro de pássaros com suas melodias contínuas. Esta era a sua fantasia trazida à vida. Ele sabia exatamente como ele queria que cada elemento fosse colocado e mantido. Ele era um artista e um perfeccionista em tudo que fazia.

Michael construiu Neverland para compartilhar com as pessoas, especialmente crianças, e como ele se tornou um lugar mais público, visitado por escolas e orfanatos, ele montava experiências mágicas para seus convidados. Cada momento era coreografado a partir do momento em que os convidados passassem o primeiro portão. Ele tinha toda a equipe de funcionários em linha, ao longo das escadas, para cumprimentar os recém-chegados e recebê-los em Neverland. Eles poderiam estar tomando café da manhã e de repente veriam os elefantes, incluindo Gypsy - um presente de Elizabeth Taylor - passando pela janela ou uma lhama passeando.

Essa viagem que fiz para Neverland com toda a minha família aproximou-nos de Michael ainda mais do que já era antes. Até então, ele tinha sido o amigo da família, cujas visitas-surpresas sempre foram bem-vindas. Agora, em seu território, víamos o verdadeiro Michael. Neverland encarnava o coração e a alma de Michael, e nós nos sentíamos honrados e privilegiados por estar lá em sua companhia.

Todos agrupados de volta para a limusine e descendo o longo caminho de volta ao aeroporto, era simplesmente inimaginável a beleza. Não é de surpreender - uma vez que eu tinha começado a tomar gosto por Neverland - que tudo que eu queria fazer era voltar a visitá-lo novamente.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 1:39 pm

My Friend Michael (06)



'Eu tinha coisas importantes a fazer, como terminar a sétima série. Somente quando chegaram as férias de verão, os meus pais finalmente disseram que o meu irmão Eddie e eu poderíamos voltar (a ver Michael) desta vez sozinhos, por uma semana ou duas. Quando Eddie e eu pisamos fora do avião no LAX, um motorista chamado Gary estava esperando por nós, segurando um cartaz que dizia Os Cascios.

'Mr. Jackson está esperando' disse ele, e perguntou se estávamos com fome, poderíamos parar e pegar alguma coisa no caminho. Talvez estivéssemos, talvez não estivéssemos. De qualquer maneira, nós dissemos não. Nós só queríamos ver Michael.

O American Music Awards 1993 estava programado para aquela noite, e Michael estava recebendo o primeiro Artist Award International, então ao invés de nos levar diretamente para o rancho, Gary nos levou para um apartamento secreto que Michael mantinha em Century City chamado de Hideaway A.

O Hideaway era um apartamento de três andares que era um tipo de mini-Neverland das sortes. Havia um andar inteiro de jogos de vídeo-games - os arcades particulares de Michael. Nas paredes havia fotos de ídolos de Michael: Os Três Patetas, Charlie Chaplin, O Gordo e o Magro e imagens de personagens da Disney.

Havia música tocando, é claro. Michael gostava de ter música tocando, onde quer que estivesse, em todos os momentos. Quando Michael nos encontrou, ele parecia sentir-se mal sobre o fato de que ele estaria ocupado recebendo um prêmio na noite que chegou, e disse-nos que, em vez de nos deixar com alguém dos seus homens de segurança, ele convidou um primo para vir e sair com a gente.


(Michael chamava qualquer um que estivesse mais próximo a ele de 'primo', ou um 'primo em segundo grau', como se ele quisesse ser cercado por uma grande família que se estendia.) Este 'primo' acabou por ser um garoto chamado Jordy Chandler, que tinha a minha idade.

Eu fui para cima e apertei a mão de Jordy, ele parecia um garoto legal. Esta não era a primeira vez que eu conhecia outro garoto através de Michael. Tal como a minha própria, a família de Jordy foi uma das muitas famílias que Michael apadrinhou, embora os Cascios foram os únicos a quem ele chamou de sua 'segunda família.' Nós, os Cascios, éramos uma grande família e nós estávamos mais do que felizes em abraçar os amigos de Michael. Havia sempre espaço para mais. Para mim, Jordy e sua família pareciam agradáveis e corriqueiros.

Bem antes de Michael sair naquela noite, ele se virou para mim e disse: 'Cabeça-de-maçã, o que você acha que eu devo vestir para o show?' Nós já tinhamos visto um episódio dos Três Patetas onde Curly ou Moe chamam alguém de cabeça-de-maçã. A partir de então nós chamávamos uns aos outros e a todo mundo de cabeça-de-maçã. Todo mundo era um cabeça-de-maçã . Éramos o Clube cabeça-de-maçã.

Olhei no armário de Michael e escolhi uma camiseta com decote em V, calças pretas, botas e uma jaqueta que ele tinha usado para uma sessão de fotos para o vídeo Remember the Time. Quando ele saiu pela porta vestindo a roupa toda que eu escolhi para ele, eu me senti 'o cara'... Ele não havia mudado uma única coisa.

Depois que Michael partiu, Eddie, Jordy e eu ficamos para nos entreter, o que não era difícil de fazer, visto toda a coleção de arcades estar à nossa disposição. Eu fiquei junto de Jordy, que gostava de ciência e quebra-cabeças e eu achei que era legal. Eventualmente, nós nos afastamos dos arcades e Jordy e eu fomos à sacada para jogar balões de água e tentar acertar os carros que estavam estacionados abaixo.

Esta foi uma boa diversão por algum tempo. Em seguida, Jordy foi brincar com um estilingue. Eu não sei o que ele havia colocado nele, mas definitivamente não era um balão de água, porque antes que eu percebesse o que estava acontecendo, ele acertou a janela de um carro estacionado com o estilingue e quebrou-a.

Nos nos abaixamos para ficarmos fora de vista, e depois nos esgueiramos para dentro do apartamento. Nós não dissemos à segurança o que tinha acontecido. Pobre Jordy, estava arrasado. Ele, como eu e Eddie, era um aventureiro, um garoto que adorava se divertir e não um criador de problemas. Ele caminhava para lá e para cá, com medo de que a polícia viesse, preocupando-se que Michael ficaria com raiva.

Ele estava tremendo de medo. Tentei acalmá-lo. Eu disse: 'Apenas relaxe, não se preocupe. Não é grande coisa, ninguém vai ficar chateado.' Finalmente, ele entrou no banheiro para lavar o rosto. Quando ele voltou, nós jogamos mais jogos de vídeo, a tônica final para um menino adolescente assustado.

Mais tarde, naquela noite, quando Michael chegou em casa e estávamos todos juntos, lhe dissemos o que tinha acontecido. Eu pensei que fosse a coisa certa a fazer. 'Vocês estão bem? Alguém se machucou?' Michael perguntou. Dissemos-lhe que estávamos bem, mas que não tínhamos tanta certeza sobre o carro.

Ele não estava zangado. Ele apenas disse: 'Vamos sair e ver se ele ainda está lá. Se for, vamos dizer ao proprietário o que aconteceu e nós vamos encontrar uma maneira de substituir sua janela.' Nós fomos para a varanda, mas agora o carro já estava muito longe e nenhum de nós ouviu alguma coisa sobre o assunto. Naquela noite, meu irmão, Jordy e eu espalhamos sacos de dormir pelo chão, assistimos a filmes e adormecemos

Palhaçadas à parte, Jordy era um garoto simpático que se parecia muito comigo. Eu não notei nada de anormal ou perturbador em seu relacionamento com Michael. No dia seguinte, Michael nos levou para a Disneylândia com Jordy, a mãe de Jordy, June, e sua irmã.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 1:43 pm

My Friend Michael (07)



- Michael na Disney


'No dia seguinte, Michael nos levou para a Disneylândia com Jordy, a mãe de Jordy, June, e sua irmã. Eu nunca havia ido antes à Disneylândia, mas mesmo assim não foi difícil ver que por causa do nosso anfitrião estávamos recebendo tratamento VIP. Fomos em cada um dos passeios, sem ter que esperar em uma fila.

Michael, é claro, era reconhecido por todas as pessoas em todo o parque. Ele não fez absolutamente nenhuma tentativa de disfarçar sua identidade. Na verdade, ele estava vestindo sua roupa regular: óculos de sol, um chapéu, uma camisa de veludo vermelho, calças pretas e mocassins. Ele usava estes quase todos os dias. Mais tarde, quando eu o conheci melhor, gostava de tirar sarro dele como ele se vestia.

Ele ficava na frente do seu armário, que era um mar de camisas vermelhas e calças pretas, dizendo: 'Hmm, eu me pergunto o que vou vestir hoje. Mmm, talvez calças pretas e uma camisa vermelha.Talvez eu use um chapéu, só para mudar as coisas.' E eu dizia: 'Ei, eu tenho uma ideia. Por que você não enlouquece hoje e vestir algo totalmente diferente?' Então eu pegava um tipo diferente de camisa vermelha e um tipo diferente de calça preta daqueles que ele normalmente usava.

De qualquer forma, enquanto caminhávamos pelo parque, os membros da segurança da Disneylândia formaram um círculo protetor em torno de nós, porque os visitantes do parque enlouqueciam sobre Michael, em busca de autógrafos e tentando tirar fotos. Um par de vezes tivemos que tomar um carro do outro lado do parque e entrar pelas portas laterais de modo que não teríamos que lidar com a comoção que os fãs estavam causando.

Eu estava começando a ter uma noção, em primeira mão, de como Michael era tratado no mundo em geral. Não significava muito para mim. Era uma espécie de como era o seu trabalho, que era exatamente o que Michael fazia quando estava em público. No final do dia, saímos em uma limusine branca, e se pensássemos que a diversão do dia tinha terminado, estávamos errados.

No caminho para casa entramos em uma 'luta' de Silly String (nota do blog: um produto semelhante a espuma de Carnaval). Eventualmente, nós tivemos que abrir as janelas do carro, porque a fumaça estavam se tornando um pouco demais. Naquela época, eu não percebia que o comportamento de Michael não era exatamente o que as pessoas esperavam de um adulto. Tinha sido assim desde que eu o tinha conhecido, e talvez por causa do seu exemplo, eu não tinha o hábito de fazer distinções precisas entre adultos e o comportamento infantil. Mesmo agora, eu tenho meus momentos infantis.Todos nós fazemos, todos nós deveriamos fazer.

Naquela noite Michael levou Eddie, eu, Jordy, a sua mãe e irmã até o rancho. Em sua limusine sempre havia filmes rodando, mas estávamos todos ainda muito animados e muito ocupados falando sobre o dia que passamos, para prestarmos muita atenção a eles. Tínhamos tudo ligado naquele dia. Era claro para mim que Jordy e toda sua família amava Michael, tanto quanto a minha família o amava. Eles eram como uma outra família para ele, e eu senti que tínhamos isso em comum.

Eu não sentia ciúmes desta relação. Eu não sou o tipo ciumento. Verdade seja dita, era bom ter outra criança em torno, principalmente uma que não parecesse especialmente impressionada ou com dúvidas sobre o meu relacionamento com Michael. Lembrando minha visita anterior, eu esperava que a viagem seria longa, mas logo estávamos no rancho.

Desta vez chegamos à noite, então eu tive a chance de ver a forma como as árvores e água ficavam maravilhosamente iluminadas. A música estava tocando. O trem, provavelmente vazio, corria ao longo, de sua maneira alegre. E o jantar estava à nossa espera.

Uma vez que não estávamos lá com os nossos pais, meu irmão e eu perguntamos a Michael se poderíamos ficar com ele em seu quarto. Isso é o que teríamos feito em uma situação normal com crianças da nossa própria idade e nós pensávamos em Michael como um de nós. Claro que sabíamos que ele era um adulto, mas ele se sentia como um melhor amigo. Um garoto, mas um garoto com incrível poder e recursos. Ele tinha um parque de diversões no quintal de sua casa, pelo amor de Deus.

Queríamos sair com ele e Michael não poderia dizer não, não para nós ou para qualquer outra pessoa que ele cuidasse. Michael, Eddie e eu ficamos até tarde da noite conversando. Ficamos deitados no chão em frente à lareira, folheando revistas enquanto Michael contava-nos algumas fofocas do mundo do entretenimento, nos dizendo como ele tinha ido à casa de Eddie Murphy para jantar e como Madonna tentou seduzi-lo.

Cientes de nossas idades, ele tentou explicar delicadamente o convite de Madonna para acompanhá-la ao seu quarto de hotel, sem recorrer a palavras como 'seduzir'. 'Ela ... ela me pediu para acompanhá-la ao seu quarto.' Ele colocou as mãos sobre o rosto. 'Eu era tão tímido, eu não sabia o que fazer', confessou.

'Você deveria ter ido. Eu teria feito qualquer coisa por uma noite com Madonna' eu disse a ele. Eu era jovem, mas já era louco por garotas. Michael era o oposto, no entanto. Ele não estava acostumado a ser posto em tais situações onde ele deveria se sentir ou ser romântico. Ele não era gay. Ele estava definitivamente interessado em mulheres, e quem o viu dançar não poderia deixar de reconhecer sua sexualidade poderosa. Mas ele era inibido.

Esta inibição era, em parte, resultado da vida na estrada que Michael teve desde que era jovem. Naquela noite, Michael nos contou que, começando quando ele tinha cinco anos, ele esteve em turnê com os Jacksons. Às vezes, o ato antes do Jackson 5 era um show burlesco. Michael, olhando do lado do palco, via que artistas do sexo feminino eram, muitas vezes, mal tratadas pelos homens.

Após o show, ele e Randy iriam esconder-se debaixo da cama, enquanto seus irmãos mais velhos traziam as meninas para o quarto. Quando Michael começava a rir, Jermaine tirava ele e Randy debaixo da cama, para fora do quarto. Mas não antes de Michael ver e ouvir mais do que uma criança da sua idade provavelmente deveria.

Michael estava sempre contando histórias sobre seus irmãos. Ele nos contou algumas dessas histórias como se fossem engraçadas, mas agora está claro para mim que elas não eram engraçadas em tudo. Michael tinha sido exposto ao sexo em uma idade muito jovem e tinha esta experiência profundamente marcada nele. Como resultado, quando se tratava de mulheres, era como se estivesse congelado no tempo.

Mais tarde, depois que seus irmãos estavam casados, os membros da família deixaram de ser tão próximos quanto eram uma vez e, gradualmente, o Jackson 5 foi sendo afastado. No topo de seus temores de intimidade, Michael não queria cair na armadilha de deixar que algo o distraísse de sua música.

A partir de uma idade muito jovem, o trabalho era a primeira prioridade de Michael. Ele era muito profissional. Ele estava no ponto o tempo todo. Eu acho que é porque quando ele estava trabalhando, ele se sentia mais confortável, mais no controle. Mesmo quando seus irmãos mais velhos estavam jogando basquete ou outro esporte, ele apenas iria sentar-se e assistir e cantar as melodias.

Ele nunca participou (e eu só posso supor que ele teria sido bem-vindo, mesmo que isso teria significado um jogo de dois contra três). Uma das razões era que seu pai nunca realmente quis que ele participasse. Ele era mais protetor sobre Michael do que ele era sobre os outros irmãos. Claro, isso pode ter sido porque Michael era, como eu vi muitas vezes, chocantemente ruim em esportes. Eu nunca poderia entender isso.

Aqui era o cara com o sentido mais extraordinário do ritmo no mundo e ele não podia mesmo driblar corretamente no basquete. Ele disse que era ainda pior no beisebol. Mas o ponto é, Michael não queria nada em relação aos esportes e nem mulheres afetando seu trabalho. Quando ficou mais velho, Michael ficaria em casa para ensaiar e coreografar as rotinas de dança. Quando os irmãos voltaram, Michael iria ensinar-lhes as rotinas. Ele era o caçula dos Jackson 5, mas também o mais sério.

Mais tarde, naquela noite, a nossa conversa voltou-se para Jordy, que estava hospedado com sua mãe e irmã no bangalô para hóspedes. Eu disse: 'Oh, ele é realmente muito bom. Da próxima vez que você vier para Nova York, você deve levá-lo a nossa casa.'

'Sim, devemos levá-lo à Nova York, ele nunca esteve lá', respondeu Michael.

'Por que Jordy não fica com a gente?' Eu perguntei.

'Eu não sei -Jordy nunca fica no meu quarto' respondeu Michael. Eu gostaria que fosse apenas assim...'

Então, naquela noite, nós três conversamos em frente ao fogo até por volta de duas da manhã, altura em que decidimos invadir a geladeira. Fomos para a cozinha e aquecemos um pudim de baunilha (um dos petiscos favoritos de Michael) no microondas, pegamos chips, Creamsicles de laranja, biscoitos de baunilha e as caixas de suco. Levamos tudo ao quarto e ficamos até as quatro da manhã conversando e ouvindo histórias fascinantes de Michael.

Como ele faria novamente em futuras visitas, Michael ofereceu a cama para mim e Eddie e disse que iria dormir no chão, mas acabamos todos dormindo no chão. Eu amei a adormecer perto do crepitar do fogo morrendo. A partir dessa visita, até que eu ficasse mais velho o suficiente para querer privacidade, sempre que eu ia à Neverland, eu fazia a minha cama ao lado da lareira.

Deixe-me ser absolutamente claro: por mais estranho que pareça um adulto ter como 'hóspedes' uma dupla de crianças, não havia nada sexual sobre isso, nada que fosse evidente para mim, então, como uma criança, e nada que eu possa ver agora, como um homem crescido, examinando o passado.

Era inofensivo. Michael era realmente apenas uma criança no coração. No dia seguinte dormimos até ao meio-dia.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 1:46 pm

My Friend Michael (08)



- Michael na Dangerous Tour

'No dia seguinte dormimos até ao meio-dia. O chef de Michael, Buckey, era famoso por seus hambúrgueres. Tivemos hambúrgueres e batatas fritas para o almoço. Em seguida, Michael disse: 'Você tem 2.700 hectares. Seja livre. Faça o que quiser.'

Ele exortou-nos a explorar por conta própria, mas o que mais queria era estar perto dele e para que ele nos mostrasse o que fazer. Então nós passamos o dia jogando no arcade e correndo juntos por Neverland. Michael jogava por nada.

Naquela noite, Michael sugeriu que todos nós fôssemos ao Toys R Us. Quis saber se seu motorista iria nos levar, mas Michael disse: 'Não, eu vou dirigir.'

Então, nós nos empilhamos em um Dodge Caravan marrom feioso. Sentei-me na frente, e meu irmão, June, Jordy e sua irmã sentaram-se na parte de trás. Michael Jackson, usando um (chapéu) fedora nos levou à loja. Eu disse: 'Eu não posso acreditar que você está dirigindo.' Eu nunca tinha visto Michael dirigir um carro. Foi um grande espetáculo.

Quando chegamos na Toys R Us, as luzes estavam acesas, mas as portas estavam trancadas. Meu coração afundou-se, mas, em seguida, vários membros do pessoal correram para a porta, abriram-na e disseram: 'Olá, Sr. Jackson, venha aqui!' Eles claramente aguardavam nossa chegada. A loja estava completamente vazia de outros clientes.

Parecia Natal. Michael pegou um carrinho vazio e disse: 'Vá em frente, peguem o que quiserem.' Nós sabíamos que isso significava que teríamos que correr por toda a loja. Não havia limite para o que poderíamos comprar. Mas eu e meu irmão não estávamos confortáveis, apenas enchendo um carrinho com brinquedos. Jordy pareceu sentir-se da mesma maneira.

Nós andávamos pelos corredores, saboreando a sensação de que a loja estava aberta para nós. Ela era nossa. Mas quando descemos para concluirmos as compras, acabamos por escolher um punhado de pequenos itens, nada de muito louco. Nós éramos extremamente respeitosos. Além disso, não haveria muito tempo para divertir-se com eles quando voltássemos para Neverland. Michael, entretanto, tinha rapidamente empilhado três carros cheios de brinquedos que ele queria.

Michael amava colecionar brinquedos. Ele não necessariamente brincava com eles, ou mesmo os tirava de seus pacotes. Mas ele com certeza gostava de comprá-los. Em Neverland tinha um quarto cheio de brinquedos fechados que ele estava guardando como itens de colecionador.

Ele também prestava muita atenção aos novos brinquedos que chegavam no mercado. Ele estava interessado no que seria popular - com o que as crianças estavam brincando e por que elas eram atraídas por esses brinquedos em particular.

Michael aproximava-se da cultura popular com a mesma intensa curiosidade intensa que ele observava as tendências em brinquedos. Ele estudava as listas de músicas Top 10 e também seguia a lista best-seller de livros do New York Times. Era parte de como ele desenvolvia uma maneira admiravelmente ampla - até mesmo no sentido universal - do que as pessoas queriam ver, ouvir e experimentar.

Eu estava aprendendo com Michael. Ele me ensinou a buscar o conhecimento. Ele me incentivou a estudar. Ele me disse para ser humilde e respeitar os meus pais, especialmente minha mãe. Ele avisou-me para ficar longe de festas aonde havia o uso de drogas e cigarros, dizendo: 'Tome uma bebida e se divirta, mas se você não puder sair de um lugar com seus próprios pés, você é um vagabundo.'

Ele me inspirou a ser o melhor que eu poderia ser. Porque ele estava conectado comigo, fui receptivo à sua influência. Na escola, eu não era um bom aluno. Desde o jardim de infância, eu tinha sido um sonhador, perdido em meu próprio mundo. Mas Michael me fez ver que a escola não era a única maneira de aprender. Ele disse que algumas das pessoas mais bem sucedidas do mundo, como Thomas Edison e Albert Einstein, não tinham ido bem na escola.

Eu poderia aprender sozinho o que eu precisava saber para se tornar um mestre do meu ofício escolhido. Não importasse o que eu fizesse, Michael acreditou em mim.Eu poderia ser um líder e um criador. Meus pais viram a influência que Michael tinha sobre mim, e foi uma das razões pelas quais eles encorajaram o nosso relacionamento.

Quando o verão chegou ao fim, Eddie e eu voltamos à Nova Jersey. Eu estava começando a oitava série. Eddie estava começando a sexta. Nossos pais haviam se mudado durante o verão, e nós viemos para uma nova casa em uma cidade nova. Enquanto isso, Michael voou para Bangkok. Durante o ano passado tinha sido turnê internacional de seu álbum Dangerous e após uma pequena pausa, agora era hora dele ir para à estrada.

Eddie e eu nos despedimos, mas não tínhamos ideia de quanto tempo se passaria antes de podermos ver o nosso amigo novamente, o quão longe de casa nós estaríamos, e em que circunstâncias infelizes Michael estaria envolvido.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 14, 2012 3:29 pm

Amiga, estou sem palavras.
Cada linha que eu leio eu sinto o respeito desse rapaz por Mike.

Era um tipo desse de leitura que estava procurando à muito tempo.

Estarei aqui esperando ansiosa.
Bjus!
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 17, 2012 1:40 pm

Não é amiga?
É isso que um fã gosta de ler, nós gostamos da verdade, não de um monte de mentiras, ou de mentes super imaginativas que trosformam Michael em algo que ele jamais foi.
E jamais seria.
Mais para vocês amores.
Beijos Smile

_________________

Mais um cantinho de amor para Michael meninas!!
Venha nos visitar:
http://nevercansaygoodbyemj.forumeiros.com/forum
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 17, 2012 1:42 pm

My Friend Michael (09)



- Michael, Eddie e Frank Cascio em Tel Aviv (Israel)


'Em nossa nova casa em Franklin Lakes, New Jersey, a influência de Michael era cada vez mais evidente. Meu pai gostava das estátuas de pedra que enfeitavam Neverland, então ele saiu e comprou estátuas semelhantes para decorar o nosso quintal.

Meu pai adorava a música clássica que tocava constantemente em Neverland, então ele tinha um sistema de som completo instalado no mesmo quintal, com alto-falantes, ao ar livre em forma de pedras. Michael fez um CD de Neverland para nós, e em breve nossa vida começou a ser vivida com uma trilha sonora clássica de fundo.

Teria sido bom se o meu pai trouxesse para casa um chimpanzé como animal de estimação, mas ele nunca foi tão longe. De acordo com os meus pais, nos mudamos para Franklin Lakes por causa do sistema escolar, mas tanto quanto eu estava preocupado, era tudo sobre o time de futebol.

Crescendo, eu era considerado um dos melhores jogadores de futebol em Hawthorne. Outro cara, Michael Piccoli, foi o melhor jogador em Franklin Lakes. Ao longo da minha infância, a equipe de Michael Piccoli e a minha equipe criaram uma rivalidade teórica entre ele e eu. Nós não tínhamos nos encontrado, mas sabíamos que não gostávamos um do outro.

Agora eu tinha me mudado para seu território, e mesmo que eu estivesse apenas entrando no oitavo ano, o treinador havia me recrutado para jogar futebol com o Ensino Médio. Mike, que estava no mesmo grau, estaria fazendo isso também. Gostaríamos de estar na equipe. Foi o assunto do mundo do futebol. O mundo do futebol do norte de New Jersey, pelo menos.

Estes eram os meus maiores problemas no meu mundo. E então, pouco antes do início das aulas, chegou a notícia que eclipsaria completamente qualquer preocupação de futebol que eu tivesse.

Quando eu entrei na lavanderia, uma tarde, à procura de uma camisa, minha mãe, que estava lá, começou a dizer algo, parou, então, finalmente falou: 'Você conhece um cara chamado Jordy?' perguntou ela.

'Sim, ele é um garoto muito bom. Eu sai com ele em Neverland' eu disse. Ela parou por um momento e eu pude vê-la hesitar. Finalmente, ela deixou escapar:

'Bem, ele está acusando Michael de abuso sexual infantil.'

As palavras saíram sem jeito, como se nunca as tivesse pronunciado antes. É bem possível que ela não tivesse. Eu podia ver que minha mãe estava chateada, mas eu nem sabia o que 'abuso sexual' significava. Quando eu perguntei, minha mãe virou-se para a lavanderia e, evitando a questão, disse rapidamente: 'Será que Michael fez algo impróprio para você ou para alguém que você conhece?'

'O que você está falando?' Eu perguntei, de repente, e percebi que ela estava chorando.

'Eu me sinto tão mal por Michael!' disse ela.

Vendo o olhar em seu rosto, percebi que meu amigo estava sendo acusado de fazer algo errado com Jordy. Eu estava além de chocado: a ideia nem sequer faz sentido para mim. Eu tinha passado muito tempo com Jordy e Michael, e quando eu estava em Neverland, Jordy nunca se hospedou no quarto de Michael conosco. Nem uma vez.

Eu nunca tinha visto nada fora da linha acontecer, e eu não acreditava que algo tivesse acontecido, nem por um único segundo. Além disso, Michael nunca agiu de forma 'inadequada' ao aproximar-se de Eddie ou de mim. Esta história era totalmente inacreditável, eu simplesmente não conseguia imaginar Michael como um molestador. Nem poderia imaginar Jordy fazendo tal acusação.

'Michael vai ficar bem?' perguntei.

'Sim, ele vai ficar bem' respondeu minha mãe.

Como esta notícia perturbadora se aprofundou, eu não poderia deixar de lembrar um pouco do que Jordy tinha dito sobre seu pai durante a viagem que tínhamos feito a Disneyland juntos, e mais tarde no rancho. Jordy era um garoto aberto e honesto, e eu não tive a sensação de que ele estivesse escondendo nada.

Na noite em que tínhamos ido para a Toys R Us, ele me disse que seu pai, um dentista e aspirante a roteirista chamado Evan, era extremamente ciumento de Michael. Ele ofereceu a informação de que seu pai achava que era estranho que Michael estivesse tão perto de Jordy e o resto da família, e que o relacionamento havia se tornado um problema para a família Chandler.

Pensando nisso, lembrei-me como Jordy tinha dito que Evan tinha um temperamento terrível, que quando ele estava chateado ele gritava e quebrava os objetos da casa. Em retrospecto, não é difícil perceber que Michael era uma figura paterna para o Jordy, e a mãe de Jordy estava ligada a Michael, e esta era a dinâmica de uma família problemática.

Mas no momento eu não estava pensando nestes termos maiores. Tudo o que eu sabia era que eu estava certo de que Michael estava sendo acusado falsamente - se era por causa de Jordy ou seu pai, não tinha importância. Minha mãe tinha ouvido falar sobre as alegações no noticiário.

Nos dias que se seguiram, os meus pais estenderam a mão para Michael, que ainda estava em turnê no exterior com o álbum Dangerous. Eles lhe disseram que estavam 100% convencidos de sua inocência e asseguraram a ele que estariam lá para apoiá-lo se ele precisasse deles.

Estar em turnê foi sempre uma experiência de isolamento para Michael, e uma hora depois, ele enviou uma fax. Faxes eram grandes naqueles dias, uma forma primitiva de mensagens de texto e nossa família começou a troca de faxes com Michael algumas vezes por dia, o envio de desenhos bobos e notas pequenas.

De primeiro, Michael disse aos meus pais para não se preocuparem sobre ele. Ele disse que era uma questão de extorsão, e que não deveriam acreditar no que viam e ouviam no noticiário. Ele não precisa elaborar. Meus pais já conheciam a verdade. Eles sabiam e confiavam em Michael em face de um mundo que o julgava com uma severidade que era tão ignorante quanto cruel.

Enquanto isso, Eddie e eu começamos a frequentar a nossa escola, a nova boa escola pela qual meus pais haviam se mudado para o novo bairro. Mas só uma ou duas semanas após o ano letivo ter começado, antes que eu mesmo tivesse a oportunidade de ver Piccoli Mike e suas habilidades de futebol alegadas, um telefonema inesperado veio de Bill Bray. Ele disse aos meus pais que Michael queria convidar toda a família para acompanhá-lo na turnê em Tel Aviv.

Minha mãe estava ocupada com o meu irmão Dominic, que tinha seis anos de idade, minha irmã, Nicole Marie, que tinha três anos, e meu irmãozinho, Aldo. Não havia como ela estava voar para Israel. Se partíssemos agora, Eddie e eu teríamos que faltar à escola, o que certamente era importante para meus pais.

Mas, em primeiro lugar, o que importava era que tínhamos um amigo em necessidade. Esta não era uma notícia local. Era global. E dado o alcance da fama de Michael Jackson, o número de vítimas das falsas alegações seriam exponencialmente mais prejudicial. Meus pais viram que as conseqüências deste escândalo poderia ter um efeito devastador sobre a carreira de Michael, e em toda a vida de Michael, e eles sabiam que ver a mim e a Eddie neste momento alegraria Michael.

Então, um dia depois que recebemos o telefonema de Bill Bray, eu, meu pai e Eddie entramos em um avião. Nós voamos de primeira classe para Israel. Nossa chegada em Tel Aviv foi cuidadosamente coordenada. Um carro nos pegou e nos levou por toda a cidade. Então, em algum lugar previamente combinado, o motorista parou e nos disse que iríamos trocar de carro.

Saímos do nosso carro e foram guiados por uma multidão de fãs para o carro de Michael. Quando entrei no veículo, dei no meu amigo um grande abraço e disse: 'Não se preocupe, estamos aqui por você, vamos passar por isso juntos.'

Michael sorriu e apenas disse: 'Obrigado.' Mas depois, meu pai me disse que Michael expressou sua gratidão a ele pela nossa visita. Michael disse que nunca iria esquecer esse ato de apoio, e que sua amizade com a nossa família era por toda a vida.

Desde que Michael teve um dia de folga, passamos o próximo passeio de várias horas, dirigindo por aí com um guia que era o chefe da equipe de segurança de Elizabeth Taylor.

Apesar do nosso dia ser bem planejado, porém não passou sem alguns contratempos.Como nosso guia nos levou até o Muro das Lamentações, por exemplo, um verdadeiro mar de cerca de 300 pessoas começou a a seguir o carro. Eles empurravam seus rostos contra as janelas do carro, tentando ver através do vidro fumê, alguns deles agitando presentes que havia trazido para sua estrela amada.

Helicópteros circulado sobre as nossas cabeças. Foi uma cena diferente de tudo o que eu nunca tinha experimentado. Essas pessoas estavam lá por Michael. Infelizmente, aconteceu chegar bem na hora da oração, provocando uma grande interrupção, para dizer o mínimo. Michael não tinha ideia de que este era um momento sagrado do dia, mas nos jornais do dia seguinte alegavam sua falta de consideração.

De volta ao hotel, Eddie e eu fomos com Michael ao seu quarto, distraindo-o, dando-lhe apoio e assistindo a filmes antigos no disco laser. Meu pai veio e se foi, certificando-se sobre nós e passando um tempo com seu amigo Bill Bray. Como vimos o filme de Bruce Lee - Enter the Dragon - Michael se levantou e começou a imitar os movimentos de karatê de Bruce Lee.

Ele falou conosco sobre cada detalhe do filme, comentando sobre detalhes técnicos e tomadas específicas, explicando exatamente o que ele adorava sobre Bruce Lee. Através dos anos eu iria ver Michael estudar qualquer número de grandes showmen: de Bruce Lee e Charlie Chaplin a James Brown, Frank Sinatra, Jackie Wilson, os Três Patetas e Sammy Davis Jr. Como ele estava fazendo agora, com Bruce Lee, Michael tinha um presente original para incorporar os truques de seus heróis em sua dança.

O chapéu, a luva, o pé- ele tinha tudo o que era de Charlie Chaplin. Há um movimento que ele usou quando cantou Billie Jean, onde ele deslizou seu pescoço para a frente e para os lados, em seguida, inclinou-se e fez uma estranha caminhada, ele conseguiu tudo isso observando os movimentos do Tyrannosaurus rex no filme Jurassic Park.

Como o filme acabou, Michael disse: 'Bruce Lee era o mestre. Nunca haverá ninguém como ele. Faça o que fizer, você deve dominar seu ofício. Seja o melhor no que faz.'

Mesmo neste momento difícil, Michael estava abrindo a minha mente de forma que eu não estava plenamente consciente na época. Ele estava me ensinando a ver as coisas de uma forma mais complexa do que eu estava acostumado. Em vez de apenas absorver entretenimento pelo valor de face e inconscientemente, eu estava começando a analisar a arte dele.

Mas estar com Michael não era apenas sobre como estudar as sutilezas da cultura pop. A próxima parada da turnê foi em Istambul, Turquia, onde ficamos em um enorme e bonita suíte do hotel. Sempre que Eddie e eu estávamos com Michael, ele sempre foi brincalhão, atirando almofadas ao redor e coisas assim, mas neste dia em particular, Michael, de repente, tinha um brilho travesso nos olhos e anunciou, quase num sussurro: ' 'Vamos bagunçar este quarto de hotel!!'

Isso parecia uma excelente ideia, então, juntamente com Michael, antes de sairmos de Istambul, Eddie e eu causamos estragos no quarto de hotel. Nós mudamos os sofás de posição para o outro lado da sala, deixando-os em ângulos estranhos. Nós inclinamos os quadros para que ficassem tortos nas paredes. Nós espalhamos pétalas de rosas por todo o chão.

Nada que fizesse alguém nos chamar de 'mestres do nosso ofício'. Como seu golpe de misericórdia, Michael jogou um garfo em uma pintura. No dia seguinte, nos bastidores do show, Eddie e eu estávamos sentados no camarim logo atrás de Michael, assistindo sua maquiadora, Karen, aprontando-o para ir ao palco. Michael nos avisou que Bill Bray estava furioso.

'Bill vai ter que falar com vocês' ele nos disse. 'Nós não deveríamos ter transformado aquela sala em uma lixeira. Eu disse a ele que a culpa foi minha e ele vai 'pegar leve' com vocês, mas ele tem que falar com vocês.'

Enquanto Michael se apresentava no palco, Bill Bray apareceu e deu-nos o inferno pelo o que tínhamos feito.

'Eu não acho que vocês percebam que temos que pagar pelo dano que vocês fizeram' disse Bill, de repente, olhando cada centímetro de seu tamanho não desprezível. 'Não podemos deixar os hotéis desta forma, isto reflete mal para Michael.' Bill ameaçou enviar-nos para casa, e Eddie e eu começamos a chorar. Eu me senti péssimo, como se fosse o fim do mundo.

Eddie ficou igualmente devastado. O apelido de Michael para ele era 'anjo' porque ele sempre tentou de forma árdua ser bom e respeitoso. Pedimos desculpas a Bill. Nós não queríamos causar problemas. Todos nós, incluindo a Bill, sabíamos que Michael havia sido o instigador da bagunça mas, mesmo assim, Bill queria que assumíssemos a responsabilidade por nossas próprias ações.

Se Bill pretendesse que fosse assim ou não, seu sermão para mim e Eddie fio um ponto de virada na minha vida, um momento que incutiu em mim um instinto precoce para proteger Michael e sua reputação, mesmo a partir de suas próprias ações, se necessário.

Nós éramos as crianças, era verdade, mas quando chegassem os impulsos de Michael, por vezes, teríamos que ser os adultos. Teríamos que pensar nas conseqüências para sua imagem e reputação em todos os momentos, mesmo quando ele não o fizesse.

Sobre o que estava acontecendo com família de Jordy, nós só falamos com Michael sobre isso quando ele tocou no assunto. Quando ele falava sobre isso, era muitas vezes em um tom melancólico, e eu poderia dizer que ele ainda estava tentando entender o fato de que essa coisa horrível tinha acontecido.

'Eu fiz tanto por sua família' dizia ele.

Eu quase sempre respondia com raiva, dizendo coisas como 'Eu só não entendo como ele pode fazer tal coisa!'

'Você não entende' Michael respondia. 'Eu não culpo Jordy. Não é culpa dele. É culpa de seu pai.'

Michael perdoou Jordy. Ele sabia que uma criança não viria para ele e atacá-lo impiedosamente de sua própria vontade. Ele acreditava que tudo veio do pai. Mais tarde, quando eu era mais velho, Michael me disse que o pai de Jordy queria investir em um filme que ele queria fazer.

Michael inicialmente gostou da ideia, mas seus conselheiros eram contra. Eles demitiram o pai de Jordy de vez, sem pensar, e Michael, sem um confronto, afastou-o também. Michael pensou que com isso, mais do que qualquer outra coisa, teria definitivamente deixado Evan Chandler de fora. (O filme que Chandler tinha escrito, Robin Hood: Men in Tights, acabou por ser produzido e dirigido por Mel Brooks e saiu no mesmo ano.)

Michael estava claramente chateado com as circunstâncias nas quais se encontrava, mas ele sempre manteve a compostura quando estava em torno de nós, lembrando que éramos crianças. Ele era sensível ao que poderíamos tirar desta experiência e ao efeito que teria sobre nossas vidas, bem como a sua.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 17, 2012 1:44 pm

My Friend Michael (10)



'Em um certo momento, meu pai teve que voltar para casa, para seu restaurante e para minha mãe. De primeira, Michael aceitou isso, mas quando chegou a hora de irmos, ele foi para meu pai e rompeu-se a chorar.

'Eu sei que você tem que voltar ao trabalho' disse ele em meio às lágrimas 'mas eu estou perguntando se Frank e Eddie pode ficar aqui comigo. Eu realmente adoraria que eles ficassem. Você não tem ideia, basta ter todos vocês aqui por este curto período de tempo - tem me ajudado muito. Eu prometo a você, Dominic, eu vou cuidar deles e olhar por eles como se fossem meus.'

Já tínhamos perdido uma semana de escola. Se continuássemos a estadia com Michael, estaríamos viajando com ele de país em país, terminando o segmento europeu da turnê e depois seguindo para o Norte e Sul da América. Nós não estaríamos em casa até dezembro.

Faltar à escola por causa de uma turnê de rock era um grande negócio, e meus pais não eram cavalheiros sobre a decisão. Mas meu pai viu que Michael estava sozinho. Ele não tinha família ou amigos perto dele em turnê, apenas a equipe, e ele estava lidando com praticamente o pior tipo de acusações que um homem inocente poderia imaginar estar enfrentando, internacionalmente famoso ou não.

Uma coisa que não foi um fator na decisão dos meus pais eram as alegações que haviam sido feitas contra Michael. As pessoas podem questionar o julgamento de meus pais no envio de dois jovens para passar fora o tempo a sós com um homem que tinha sido acusado de molestar um outro menino.

Mas para nós, a sugestão de que estávamos em perigo era completamente absurda. Meus pais sabiam que Michael era inocente. Eles o conheceram bem, durante anos, e para eles ele era da família. Embora eles estavam cientes de quão estranho ele parecia ao mundo exterior, eles entenderam as idiossincrasias de Michael de sua perspectiva, e por esse ângulo entraram em um foco que lhes dava um sentido.

Quando ele usava uma máscara cirúrgica, as pessoas pensavam que ele estava escondendo alguma nova cirurgia plástica. Na realidade, ele estava, em primeiro lugar, protegendo-se de ficar doente antes das performances e, depois, ele descobriu que usar a máscara o fazia sentir-se como se ele estivesse disfarçado. (quando, na verdade, chamava mais atenção sobre ele)

Finalmente, isto se transformou em um tipo de moda, tendo suas máscaras cirúrgicas de seda feitas sob medida. Quando ele foi fotografado em uma câmara hiperbárica, os boatos começaram a voar de que dormia nela. Na realidade, ele a doou a um hospital local para ser usada no tratamento de vítimas de queimaduras.

Claro que, às vezes, Michael estava apenas sendo um personagem, brincando, mas o impulso para o seu comportamento nunca foi tão estranho como as pessoas sempre foram tão rápidos a assumir. Para nós, Michael foi o amigo mais engraçado, mais agradável e mais alegre que se possa imaginar. Com meus pais, seu comportamento era o de um tipo humilde e um adulto maduro, um brilhante e letrado homem com opiniões interessantes e atenciosas.

Meus pais passaram noites inteiras conversando com ele, aprendendo com ele. Eles o viam como uma boa influência sobre seus filhos. Acima de tudo, meus pais conheciam o verdadeiro coração de Michael. Eles estavam bem cientes de como Michael era responsável e amoroso, e eles tinham absoluta confiança nele, no seu pessoal e em seus homens de segurança.

Meu pai já tinha gasto uma quantidade substancial de tempo com a gente em turnê, então ele conhecia a equipe pessoalmente e conhecia os seus horários. Ele também tinha um relacionamento muito próximo com Bill Bray, responsável pela segurança. Houve um longo tempo, um elevado nível de confiança que já estava firmado no lugar. Nós estaríamos seguros.

Meu pai é extremamente protetor de sua família. Nós significamos tudo para ele, e ele nunca nos colocou no caminho do perigo. Na cartilha do meu pai, não importa a prisão, os pedófilos devem ser jogados aos lobos. (Ele é da Sicília, afinal...) Se ele e minha mãe tivessem dúvidas sobre a inocência de Michael, não importa quão fosse pequena, acredite em mim, meu irmão e eu não estaríamos lá, não ficaríamos por muito menos.

Eu quero ser preciso e claro sobre o registro, para que todos possam ler e compreender: o amor de Michael pelas crianças era inocente, e foi profundamente incompreendido. As pessoas pareciam ter dificuldade em aceitar todas as boas qualidades deste homem incrível, e estavam sempre a perguntar como poderia ser que ele fosse o maior artista do mundo, o maior dançarino e ainda desfrutar de passear com crianças o dia todo?

Como ele poderia escrever músicas complexas e dançar de forma explosivamente sexual músicas complexas e depois não haver nada além de interações inofensivas com as crianças com as quais ele cercava-se? Como ele poderia ter tantas idiossincrasias que pareciam estranhas ao observador do lado de fora - as cirurgias plásticas, as compras exóticas, os segredos - e depois não ser 'estranho' em outras formas mais ofensivas?

Sim, Michael teve personas diferentes. Da mesma forma que eu me tornei uma pessoa diferente, dependendo se eu estivesse em casa com minha família, viajando com Michael, ou de volta à escola em Nova Jersey. Da mesma forma que todos nós colocamos rostos diferentes para lidar com diferentes partes de nossas vidas.

Se as imagens diferentes de Michael pareciam extremas, foi apenas porque sua vida era mais extrema do que qualquer outra pessoa. Por todo o trabalho duro que ele teve durante a sua própria infância, por todo o perfeccionismo que conduzia a sua música, Michael desejava a simplicidade e a inocência da juventude, ele nunca a tinha experimentado plenamente.

Ele a reverenciava, ele a guardava como um tesouro e, especialmente através de Neverland, ele tentou oferecê-la aos outros. As pessoas tinham dificuldade para entender tudo isso, e muitos acreditavam no pior. Este equívoco foi a maior tristeza da vida de Michael. Ele o levou consigo até o fim. Estou aqui para dizer que eu conheci o verdadeiro Michael Jackson. Eu o conheci em toda minha infância.

Em todo esse tempo, ele nunca se mostrou nada além de um amigo perfeito. Nunca avançou de forma questionável nem fez uma observação sexual. Meus pais eram mais velhos e mais sábios do que eu ou meu irmão. Sua perspectiva era mais ampla e mais abrangente do que a nossa.

E eles confiaram Michael implicitamente. Quando meu pai falou com Bill Bray sobre a possibilidade de Eddie e eu ficarmos durante o restante da turnê, Bill disse: 'Sim, Michael tem estado 'para baixo'. Essas crianças o mantém 'para cima'.

Meus pais sabiam que seríamos uma grande fonte de conforto para Michael. Eles checaram com a nossa escola para ver se poderíamos fazer o nosso trabalho da classe com um tutor. Então, finalmente, meu pai disse as palavras mágicas: 'Vocês podem ficar.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Sex Ago 17, 2012 1:47 pm

My Friend Michael (11)



- Gstaad, a vila que acolheu Michael durante a Dangerous Tour


'E assim, meu irmão e eu estávamos em turnê com Michael Jackson. Meus pais voaram ao nosso encontro em várias cidades no roteiro, mas através de tudo isso, viajamos, assistimos a concertos e passamos o tempo com Michael.

Eu já o tinha como uma figura paterna e um amigo. No momento em que tudo acabasse, eu iria conhecê-lo como um entertainer. Eu também presenciaria e sentiria profunda compaixão pelas lutas que se iniciaram para Michael no dia em que ele foi acusado de abuso sexual e continuaram a persegui-lo pelo resto de sua vida.

Antes de ir para a América do Sul, a turnê teve uma pausa de uma semana na Suíça. Papai nos deixou em Gstaad, onde a amiga de Michael - Elizabeth Taylor - lhe tinha oferecido o uso de seu chalé. Gstaad era uma bonita aldeia nas montanhas, onde você poderia ver vacas andando pelas ruas entre as pessoas, balançando suas cabeças pesadas e soando seus chocalhos.

A primeira noite no chalé teve sopa de creme de frango em um hotel chamado Palace, logo abaixo da rua. Era tão gostosa que a pedimos novamente a cada noite. No chalé, havia uma doce vovó que cuidava de nós.

Ela era pequena e um pouco trêmula, e nos divertíamos lhe respondendo calorosamente, com um entusiasmo exagerado. Nós a abraçávamos e beijávamos até que ela desse uma risadinha, envergonhada. Fosse a sopa ou a velha senhora, achávamos que era engraçado estar 'por cima'.

Gstaad foi uma fuga perfeita dos rigores da turnê. Era uma cidade tão pequena e tão distante do resto do mundo que, no início, pelo menos, Michael podia andar livremente pelas ruas, sem disfarces, sem ser incomodado.

Esta foi uma rara alegria para ele. Em nosso primeiro dia, entrávamos e saíamos juntos das lojas pitorescas, admirando e comentando sobre tudo o que Gstaad que tinha para oferecer. Em algum ponto, eu decidi que iria começar a colecionar canivetes e isqueiros artesanais. Eu acho que eu tinha ouvido falar dos canivetes suíços, mas eu não tenho ideia porque eu pensei que precisava de mais de um.

De qualquer forma, uma vez que eu tomei esta decisão, nós três estávamos totalmente comprometidos com ela. Assim, no curso de nossa estadia, encontramos (e Michael comprou para a minha coleção) quase todos os canivetes em toda a cidade. Quanto aos isqueiros, gostava de usá-los para deixar pedaços de papel em chamas (Não, eu não era um piromaníaco, apenas um garoto adolescente).

Mais tarde, quando estávamos saindo da Suíça, Bill Bray me pediu para entregar meus isqueiros. Ele não os queria no avião por razões de segurança, então ele disse que os guardaria para mim. Depois de partirmos, eu nunca mais os vi. Infelizmente, Bill Bray faleceu há vários anos. Para onde os meus isqueiros foram é um mistério que ele levou para o túmulo, com ele.

Uma coisa que eu sempre vou lembrar sobre o nosso tempo em Gstaad, foi Michael me apresentando à nova música. Nós sempre ouvíamos música juntos, e sempre que estávamos em uma loja de discos, eu ficava em pé , ao lado de Michael, para ver quais os álbuns que lhe chamavam a atenção.

Eu também ouvia as canções que eram populares no rádio, mantendo-me a par dos hits atuais. Ele tinha um empregado cujo único trabalho era preparar fitas cassete de músicas de topo de cada semana, de todo o mundo, e enviá-las para Michael.

Enfim, de volta ao chalé, sentamo-nos extasiados, ouvindo por horas, com Michael atuando como DJ, dizendo: 'Você tem que ouvir essa canção. Agora você tem que ouvir este grupo.' Ouvimos Stevie Wonder e todas as estrelas da Motown. Ele nos fez ouvir a música de James Brown - Papa Don't Take No Mess - todos os quatorze minutos da mesma.

Ouvimos a música dos Bee Gees, How Deep Is Your Love? (Eu ainda acredito que é uma das maiores canções de todos os tempos.) Michael passou por Aaron Copland, a quem ele considerava o maior compositor do século XX.

Ele me apresentou a todos os tipos de música country-folk, clássica, funk, rock. Ele até me aproximou de Barbra Streisand. Eu me apaixonei pela canção People. Michael gostava de ir dormir ouvindo música clássica, especialmente as obras de Claude Debussy.

Eu me lembro dele colocando um grupo chamado Bread. Eu não prestei muita atenção à música porque eu estava muito ocupado tirando sarro do nome. 'Bread? (Pão?) Que tipo de nome é esse? Quer um pouco de pão com manteiga? E esse tipo de bobagem.

Mas quando me acomodei por um minuto e realmente ouvi em vez de fazer comentários sarcásticos, ele se tornou um dos meus grupos favoritos. Eu queria saber tudo o que havia sobre Bread. Sim, era o meu pão doce (trocadilho ruim...).

Michael muitas vezes falou sobre a universalidade da música. Ele queria escrever uma música que qualquer pessoa em qualquer país pudesse cantar, e como nós viajávamos, eu ouvia as pessoas que não falam Inglês cantar Man in the Mirror, Heal the World e, mais tarde, Stranger in Moscow.

Ele sempre disse que as letras das suas canções escreviam-se por si mesmas. Era tudo sobre a melodia. Um músico - Brad Buxer - estava conosco na turnê, e como eles compunham juntos, Michael dizia a ele: 'Toque o piano como uma criança de cinco anos de idade, Brad. Se você puder tocá-lo como uma criança, ela (a música) vai durar para sempre.'

Durante o nosso segundo dia em Gstaad, nevou, mas naquela noite, ao anoitecer, o céu clareou. Michael disse: 'Vamos fazer pedidos às estrelas.' Nós saímos para o quintal e olhávamos para o céu daquela noite incrível. Michael disse, com um toque de misticismo em sua voz: 'Cuidado com o que você deseja.. irá tornar-se realidade.'

De repente houve um movimento nas proximidades. Um homem apareceu ao lado do jardim. Ninguém estava hospedado na casa conosco, e essa aparição inesperada definitivamente não era algo que qualquer um de nós tivesse desejado. Em um flash, Michael deu um pulo e começou a gritar para tentar assustar o cara, mandá-lo embora. Michael jogou uma luva para ele. (Se o cara tivesse alguma noção, teria fugido com com aquela luva e a guardaria para seus netos.)

O cara levantou seus braços no ar, dizendo: 'Não, não, está tudo bem.' Enfim, ele era um trabalhador inofensivo que tinha vindo para verificar algo na casa, e naquele nós pudemos ver que, com todo o seu amor pelas coisas infantis e a absorção infantil que encontrava nelas, Michael absolutamente viu-se responsável por nós. Ele era o nosso protetor, e nesta posição, ele não tinha medo de nada nem de ninguém.

No dia seguinte, espalhou-se a notícia sobre o ilustre visitante que estava hospedado no chalé de Elizabeth Taylor, e alguns fãs apareceram. Tarde da noite, eles se reuniram fora do chalé e começaram a cantar algumas das músicas de Michael. Fomos à janela e passamos algum tempo conversando com eles.

Isso não era incomum: onde quer que fôssemos, Michael iniciava conversas com seus fãs. Ele queria saber de onde vinham, o que gostavam de fazer. Ele os amava, e não importa o quão grande fosse o seu número, ele nunca deixava de ver e respeitar cada um, como indivíduo.

Nos enxames de fãs que se encontravam onde quer que ele fosse, poderia ter alguém que prezasse sua solidão como Michael fazia, mas ele sempre encontrava uma maneira para mostrar sua apreciação, dando ainda mais de si mesmo para seus fãs. Ele era tão aberto às pessoas como o era às experiências, e esta, também, foi uma lição que eu aprendi com ele.

Um dos caras da equipe de segurança de Bill Bray, Wayne Nagin, foi a cada parada da turnê um dia antes de nós, para coordenar o transporte, hotéis e segurança. A segurança era importante. Dangerous foi a maior turnê de Michael. Os fãs sempre sabiam, de antemão, que ele estava vindo para a cidade.

Nós não poderíamos viajar sem escolta policial. Quando chegamos, a rota entre o jato particular e o hotel estaria cercada pelos fãs, como se toda a cidade tivesse sido fechada a fim de dedicar-se para receber a Michael Jackson.

Em Buenos Aires, a intensidade dos fãs parecia maior do que nunca. Enquanto nos dirigíamos para o aeroporto, centenas de pessoas perseguiam o carro, batendo nas janelas, querendo ver MJ por dois segundos, tentando tocá-lo. As pessoas nas calçadas acenavam para nós por todo o caminho para o hotel, como se Michael fosse o papa.

O carro se movia lentamente através das multidões. Às vezes, Michael colocava uma mão para fora da janela e as pessoas iam à loucura, gritando, até mesmo, desmaiavam, ao saber que ele estava tão perto. Eu provocava Michael, dizendo: 'Essas pessoas não desmaiam por você, você sabe. É por mim. Elas estão desmaiando por minha causa. Você não pode ouvi-las gritando? 'Fraaaank, Fraaaank!'

Ele sorria e brincava junto: 'Por favor, vocês não sabem quem eu sou?'

Michael queria ir às compras, mas era claramente impossível para ele aparecer em público sem ser assediado. Ele amava seus fãs, mas obviamente ele não podia se conectar com eles, em todos os momentos. A ironia é que todo esse amor, esse desejo de fazer contato, servia apenas para forçá-lo mais em isolamento.

Esta tinha sido a realidade de Michael durante tanto tempo que ele nunca pareceu incomodado com isso, e eu segui o seu exemplo. Nós nos divertíamos trabalhando em torno das restrições. Muitas vezes, um disfarce estava em ordem, mas nenhum óculos escuros do planeta iria camuflar a identidade de Michael. Nesta ocasião, em Buenos Aires, meu irmão e eu nos vestimos como nerds, usando chapéus engraçados, óculos e mochilas. Michael, para não ficar atrás, se disfarçava como se fosse fora um sacerdote em cadeira de rodas.

Em nossa expedição às compras, ficou inexplicavelmente apaixonado por uma estátua de Napoleão a cavalo e entrou em negociações vigorosas com o negociante de arte, para conseguir o melhor preço por ela. Como Michael gastava dinheiro de forma extravagante, ele ainda saboreava um bom negócio. Vê-lo disfarçar-se como um sacerdote, ou comprar uma enorme estátua por seis dígitos... bem, eu amei essa loucura.

De volta ao hotel, Eddie e eu tivemos que fazer o trabalho escolar que tinha sido enviado. Era para completar as tarefas e devolvê-las à escola. Os professores imaginavam que tínhamos recebido um tutor, e nós, de fato, tínhamos um... mas que mantinha sua identidade em segredo. Tínhamos quase certeza que a escola não iria aceitar a ideia de (termos) Michael Jackson como um tutor para viagem.

Certo, nós não tínhamos exatamente as horas regulares iguais à escola. As aulas aconteciam no meio da noite, às vezes, mas era Michael quem regularmente se sentava comigo e meu irmão e passava por nossas atribuições com a gente.

Quando tínhamos que ler livros, (Michael) lia capítulos em voz alta para nós, então, nós recapitulávamos o que tínhamos ouvido, perguntando: 'Então, quem eram os personagens principais? O que eles queriam? O que significa?' Da mesma forma que ele abriu as nossas mentes com os filmes que ele nos fez assistir, ele também encorajou-nos a pensar sobre a nossa lição de casa de forma diferente diferente da qual estávamos acostumados, e levá-las a sério.

Além das atribuições que a nossa escola tinha nos dado, Michael insistiu que mantivéssemos diários de nossa viagem.

'Documente esta viagem' ele costumava nos dizer... 'porque um dia você vai adorar olhar para trás e revê-la.' Em cada país, tínhamos que fotografar o que víamos, fazer alguma pesquisa sobre os costumes, e colocar o que tínhamos visto e experimentado em nossos diários.

Nós exploramos as diferentes culturas. Visitamos orfanatos e escolas. Eddie e eu começamos a ter uma maior consciência do nosso lugar neste grande, largo mundo. Só mais tarde fui sábio o suficiente para ser grato a meus pais por nos permitir ter essa experiência.

Eles reconheceram que a educação não se tratava apenas de leitura, escrita e aritmética. Eles entenderam que nós aprendíamos vivendo.'
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Seg Ago 20, 2012 3:39 pm

No Coments!!

Tá boa demais minha flor.
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   

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My Friend Michael
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