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 My Friend Michael

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TatahJacksonMania

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 21, 2012 4:59 pm

Beah-chan escreveu:
No Coments!!

Tá boa demais minha flor.

Vim com mais flor! *-*
Beijos Smile

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 21, 2012 5:01 pm

My Friend Michael (12)



'Michael pode ter sido o nosso tutor, nossa figura paterna e nosso amigo, mas no palco, ele se tornava outra pessoa. Fomos a cada show, em cada cidade. Às vezes eu usava pijama, eu estava em uma fase onde eu gostava de usar pijama em todos os lugares.

Como Michael aquecia a sua voz, o que poderia levar até duas horas, Eddie e eu brincávamos com jogos, assistíamos desenhos animados e comíamos doces no camarim, que sempre era abastecido do chão ao teto, com distrações açucaradas.

Quando chegava a hora dele se apresentar, geralmente assistíamos das cadeiras ao lado do palco. Às vezes, tínhamos que caminhar de volta para assistir ao show em um monitor ou conversar com a maquiadora Karen, e o estilista Michael Bush, mas na maior parte, noite após noite, eu observava atentamente.

O show nunca envelhecia. Estudei Michael, eu assisti os dançarinos, que estavam sob sua observação, eu via a reação do público, que sempre era fascinante para mim. Em todas as cidades, os shows de Michael geravam um entusiasmo incrível.

Ter essa energia em volta de mim era uma experiência nova para um menino de New Jersey. Era um sentimento no qual as pessoas poderiam unir-se, partilhando pensamentos e emoções, mesmo sem falar. Havia poder em Michael e em sua música, o poder de mover as pessoas e conectar-se a estranhos. Durante os shows, ele fazia o mundo sentir-se como um lugar menor, mais caloroso e harmonioso.

Eu adorava assistir os fãs do lado do palco, um mar de pessoas gritando, chorando, os desmaios, pendurados em seu ídolo a cada movimento. Eu sentava lá e pensava... Este ser divino que eles adoram é o cara que está me ajudando com a minha lição de casa. Muitas vezes, eu me perguntava como era possível ver as mesmas pessoas na primeira fila para o show, show após show, cidade após cidade.

Como eles poderiam se dar ao luxo de deixar seus empregos e suas vidas e seguir um entertainer de um lugar para outro? Aqueles de nós que fizeram parte da turnê tiveram o luxo de voar em jatos particulares, mas como é que esses fãs se deslocavam para cada cidade, a tempo para o show?

Havia um fã, Justin, a quem chamávamos de Waldo, em associação ao personagem do livro Where’s Waldo? - porque, se procurássemos o suficiente, poderíamos encontrá-lo em cada apresentação.

Como em sua última música no show, Michael cantava Heal the World, a cada execução um grupo de garotos se juntaram a ele no palco, em trajes de países de todo o mundo. Meu irmão e eu encontrávamos vestimentas de outras culturas e, em seguida, entrávamos no palco com o restante das crianças.

Tivemos uma dança engraçada que nós chamado A Casa, inspirada por Scott Schaffer, um funcionário de Michael, cujo apelido era House (Casa). Nós adorava mexer com House. Nós batíamos na porta de seu quarto de hotel, dizendo: 'House, nós temos algo para você.' Quando ele abria a porta, nós o 'surrávamos' com uma guerra de almofadas. Confie em mim, seria engraçado se você tivesse 13 anos.

Depois da dança House, criamos uma dança totalmente original, inspirado em sua técnica. Antes do show, nós diríamos: 'House, nós vamos fazer A Casa para você no palco, esta noite.' E logo ali estaríamos, Michael, Eddie e eu, fazendo A Casa, que envolvia... bem, era muito bonito ver os pés balançando de um lado para outro.

Ver um par de crianças dançando desajeitadamente no palco era uma coisa, mas o que eu amava era ver Michael, o maior dançarino do mundo, deixando de lado, naquele momento, todas as suas horas de coreografia e prática para realizar tal movimento bobo no palco, na frente de um estádio lotado com dezenas de milhares de pessoas. Tudo apenas para fazer um garoto dar risada.

Como essas piadas eram divertidas e memoráveis, nada no show poderia comparar com o momento em que Michael cantava Billie Jean. Michael era meu amigo. Ele me ajudava com o meu trabalho escolar. Tínhamos lutas de almofadas. Mas quando ele cantava Billie Jean, sua transformação era inspiradora. Assim que eu ouvia o início da batida, eu praticamente entrava em transe, meus olhos fixos em cada movimento seu.

Parte do brilhantismo de sua performance de Billie Jean era o fato de que, de alguma forma, parecia simples e fácil. Mas por trás da simplicidade, eu podia ver a profundidade da compreensão de Michael sobre composição e narrativa.

Para cada canção que ele executava, Michael sabia exatamente o que ele queria que a multidão visse, o que ele queria projetar, o que ele pretendia dar. Quando ele se apresentava, sua ambição era filtrada em todos os aspectos do seu ser, ele se tornava a canção. Você pode ver isso mais claramente em Billie Jean, mas estava lá em Thriller também.

Além da música, dança, vocais e do estádio em si, havia uma sensação de energia e magia que transcendia os elementos individuais do desempenho. A soma era maior que suas partes, algo maior e mais original do que qualquer um, inclusive eu, poderia ter esperado.

O público sentia a magnitude do brilho que Michael colocava em seu desempenho. Cada momento de criação de Billie Jean tinha sido líder até este momento, como se toda vez que ele cantasse a canção, antes tivesse sido apenas um ensaio para o seu lançamento nesta noite especial. Ele era UM com sua Arte.

Esta transformação era uma arte que Michael praticava e dominava. Ele me disse: 'Qualquer coisa que você diga ou faça, ou queira que o mundo veja, mentalize e ela acontecerá.' Michael pregava sobre canalizar o Poder do Universo muito antes de livros espirituais como O Segredo serem publicados.

Ele me disse que eu poderia conseguir qualquer coisa, se eu acreditasse nela. Eu tento aplicar essa filosofia a todos os aspectos da minha vida. Quando eu sei o que quero, estou imagino plenamente o resultado final. Dessa forma, toda a energia que eu coloquei ao longo do caminho me focam na direção certa: o produto final.

Billie Jean era originalmente intitulada Not My Lover (Não é minha amante). Quincy Jones, co-produtor de Michael em Thriller, na verdade, não a queria no álbum, mas Michael insistiu e ele estava certo. Tudo o que Michael fez foi incrível, mas se eu tivesse que escolher um desempenho de sua obra como a quintessência e culminação, seria Billie Jean. Toda vez que eu o vi desempenhar foi um momento impecável, cativante no tempo. Ele sempre me deu arrepios.

Como a turnê avançava, eu passei a conhecer alguns outros amigos e associados de Michael. Em Santiago, Chile, o dermatologista de Michael pagou-lhe uma visita. Michael tinha uma doença de pele chamada vitiligo. Ele havia me contado sobre ela no início daquele ano, em Neverland, explicando o que causava manchas na sua pele e tirar a sua pigmentação.

Ele me mostrou algumas fotos de pessoas que tiveram casos avançados, aqueles cuja cor de pele era escura. tinham manchas dramáticas e desfigurantes de branco por todo o corpo. Michael me disse o quanto ele odiava a doença, mas como ele se sentia feliz de ser capaz de pagar o tratamento, que envolvia clarear o restante de sua pele para uniformizar a cor. Michael disse que o seu dermatologista, Dr. Arnold Klein, era o melhor no negócio, todo mundo o procurava, mesmo Elizabeth Taylor.

Uma mulher chamada Debbie Rowe, que trabalhou para o Dr. Klein como uma enfermeira, acompanhou-o a Santiago para tratar a pele de Michael e para ver alguns de seus shows. (...) Na turnê eu testemunhei Michael trabalhar com Brad Buxer, o músico, na canção Stranger in Moscow.

Moscou tinha sido uma parada antes da turnê, antes de Eddie e eu termos chegado. Durante a sua estada na cidade russa, Michael estava se sentindo profundamente triste e sozinho por causa das alegações que ele estava enfrentando. Ele estava sentado no chão do closet em seu quarto de hotel, chorando, quando a música chegou até ele.

Brad foi diretor musical Michael musical e produtor musical pessoal de Michael, na época, e havia uma proximidade única com a sua colaboração. Michael contou a Brad a ideia para a música, dando-lhe uma melodia. Brad, que tinha montado um estúdio de gravação em seu quarto de hotel, criou a música em torno dessa melodia.

Eles trabalharam na música constantemente, Michael cantando elementos e dando batidas para Brad, e Brad os transformava em música. Ao assistí-los compondo, eu vi como uma canção começa com uma ideia, com acordes simples, e aumenta à medida que o tempo passa.

Michael dizia que ele gostava de deixar uma música se criar por si mesma. Ela lhe diria o que precisava. Ele espontaneamente começar a cantar e dançar em volta do hotel, enquanto a música evoluia em seu coração e mente.

Stranger in Moscow sairia no álbum HIStory. Será sempre uma das minhas músicas favoritas porque eu assisti Michael criar e produzi-la do início ao fim. Eu estava mesmo no set, quando gravou o vídeo, cerca de três anos mais tarde. Foi a música que me fez cair no amor com a arte de fazer música.

Michael foi me apresentando para um mundo extraordinário. Além de experimentar os concertos e a música, eu estava viajando, vendo novos lugares, conhecendo fãs e dignitários. Meu mundo inteiro ampliou dramaticamente e de forma permanente. Eu vi que o mundo era muito maior do que toda a escola secundária.

Eu aprendi a apreciar e respeitar as diferentes culturas. Mas a minha maior revelação pessoal foi descobrir a emoção de fazer arte significativa e ter as pessoas reagindo a ela. Michael, como meu mentor, reconheceu esse impulso e o alimentou em mim.

Quanto a Eddie, Michael viu os seus interesses e talentos e o orientou em outra direção. Eddie sempre foi um músico fantástico. Quando ficou mais velho, ele iria expandir seu conhecimento aprendendo os aspectos técnicos da produção de gravações. Michael sempre disse para Eddie: 'Seja um mestre nisso. Sua hora vai chegar. Seja paciente. Continue escrevendo. Mantenha o foco.'

Eu mal vi que sob a tutela de Michael, Eddie e eu estávamos tendo algo como experiências paralelas. Próximos como estávamos, nós não falamos muito sobre o que estava acontecendo na turnê, com Michael, e dentro de nós mesmos. Estávamos muito ocupados vivendo.

O que era quase impossível para nós compreendermos foi que, ao mesmo tempo que Michael nos uma experiência de mudança de vida, ele estava enfrentando um dos momentos mais difíceis de sua própria vida.'


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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 21, 2012 5:03 pm

My Friend Michael (13)



'O ano é 1993. Pense em todas as coisas horríveis que você ouviu sobre Michael Jackson em torno deste tempo. Pense em todas as piadas em programas de fim-de-noite, todos os rumores feios, todas as acusações e todos os nomes.

Agora imagine sendo a pessoa - a pessoa inocente - para quem toda esta energia e ódio ridículo e negativo está sendo dirigido. Imagine o estrago que lhe causaria, mesmo o mais forte dos homens.

Michael era um profissional. Embora as suas performances nunca sofressem durante esta época do julgamento, ele mesmo o fez. Ele dizia: 'Eu tenho pele de rinoceronte. Eu sou mais forte do que todos eles.' mas Eddie e eu pudemos ver a verdade por trás da bravata. As acusações que o pai de Jordy tinha feito contra Michael foram uma fonte de ansiedade implacável para ele.

À noite, às vezes, ele desabafava:

'Eu não acho que vocês percebam' ... e nós certamente não o fazíamos... 'Eu tenho o mundo inteiro pensando que eu sou um molestador de crianças. Vocês não sabem o que se sente ao ser falsamente acusado, ao ser chamado de Wacko Jacko. Dia após dia, eu tenho que subir no palco e me apresentar, fingir que tudo está perfeito. Dou tudo o que tenho, eu dou o desempenho que todos querem ver. Enquanto isso, meu caráter e reputação estão sob constante ataque. Quando eu saio fora dessa parte, as pessoas olham para mim como se eu fosse um criminoso.'

Eu acho que sem o nosso conhecimento, proteger ao meu irmão Eddie e a mim deram a força necessária para que Michael continuasse a turnê, enquanto ele pudesse. Especialmente Eddie, que tinha apenas 11. Michael era o responsável por nós. Ele não poderia desmoronar na frente das crianças. Ele tinha que ser forte para nós, e de alguma maneira, isso o ajudou a manter-se.

Quando chegamos na Cidade do México, ninguém, incluindo o próprio Michael, sabia que seria a última parada da turnê. Quer seja pela angústia mental causada pelas acusações de pedofilia ou o desgaste físico por realizar tantos shows, Michael estava em profunda dor, a cada noite.

Durante cada show, ele perdia muito líquido e estava em risco de desidratação, e ele precisava de um médico, às vezes dois deles, para ajudá-lo a se recuperar. Eles o visitavam durante todo o dia para dar-lhe os nutrientes e hidratá-lo. Ele bebia Ensure, um complemento de vitaminas e proteínas, para se reabastecer.

Mas, então, à noite, um médico sempre vinha antes dele dormir, para dar-lhe o que ele chamava de 'remédio'. Eu era uma criança. Tudo o que eu sabia era que o médico lhe dava este medicamento para ajudá-lo a adormecer. Só mais tarde eu saberia que era Demerol.

Michael foi introduzido à prescrição médica, em particular o Demerol, antes de eu conhecê-lo. Em 1984, seu cabelo pegou fogo enquanto ele estava gravando um comercial da Pepsi. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau no couro cabeludo e no corpo. Eram terrivelmente dolorosas e os médicos prescreviam analgésicos.

Agora, em turnê, e novamente em profunda dor física, Michael havia voltado a essas drogas.Talvez ele estivesse simplesmente seguindo as ordens dos médicos: a sua adrenalina estava tão alta após cada show, que esta seria a única maneira dele poder dormir.

Por tudo o que sei, os tratamentos podem ter sido ideia dele. No entanto, ao longo do tempo, Michael começou a confiar no Demerol para relaxar após os shows, e muito provavelmente para escapar do estresse esmagador, da pressão e das responsabilidades de sua vida extraordinária.

Quem pode realmente imaginar como era para ser Michael? Fãs devotados gritavam em torno dele o dia todo, e à noite ele se apresentava por várias horas, como o Rei do Pop. Voltando para casa, ele teria que dar a marcha à ré, tentando descansar, a fim de fazer tudo de novo no dia seguinte.

Como impossível devia ser baixar do nível hiperativo do show para a calma completa do sono. Não era um caminho natural para um ser humano viver. Só uma máquina poderia ter feito isso. Esta era a sua agenda, o dia-a-dia. E então, em cima de tudo isso, o peso esmagador das falsas acusações de abuso sexual infantil.

Eu não poderia dizer que ele estava chateado, cansado ou oprimido, mas quando meu pai periodicamente se juntava a nós durante a excursão, ele via que Michael estava sob muito estresse e que isso o afetava de forma física.

Como eu vejo agora, quando ele ficava completamente esgotado e sobrecarregado, Michael tinha apenas duas opções. Uma delas seria dizer: 'Eu não posso mais fazer isso' e ir embora. Mas Michael era um perfeccionista. Ele não queria mostrar fraqueza.

Ele queria provar ao mundo que ele era inocente das acusações contra ele e que ele era forte o suficiente para combatê-los. Então, para ele, desistir não era uma opção. Sua única outra opção era usar algo que significaria que ele poderia simplesmente suportar. Michael não estava tentando obter alta. Ele tinha que ir em frente com sua vida, apesar das pressões intoleráveis, e ele fez isso da única maneira que poderia.

Na época, o remédio que Michael usava para dormir não afetou minha experiência com ele. O médico vinha, em seguida, e Michael ia para a direita da cama. Eu entendia que ele estava tomando remédio para ajudá-lo a dormir. Eu não sabia nada sobre a prescrição do remédio para dor. O médico estava lá para se certificar de que ele estava saudável.

Para o jovem adolescente que eu era, o mundo ainda era um simples lugar em preto-e-branco, onde os médicos sempre prescrevem medicamentos para curar seus pacientes. Eu supunha que meu amigo estava em boas mãos. Agora, quando olho para trás nessa viagem através dos olhos de um adulto, posso discernir um par de casos em que o estresse vivido por Michael diariamente, e a devastação que estava causando, eram evidentes.

Um exemplo ocorreu quando Eddie, Michael e eu estávamos fazendo o trabalho escolar. Michael parecia bem. Normal. Então, de repente, no meio de uma conversa, ele disse algo muito estranho. 'Mamãe' ele disse: 'Eu quero ir para a Disneylândia e ver o Mickey Mouse.'

Fiquei surpreso, confuso.

'Cabeça-de-maçã! Você está bem?' perguntei. Ao som da minha voz, Michael voltou à realidade. Ele parecia não perceber o que ele acabara de falar.

Quando eu repeti as palavras de volta para ele, ele disse: 'Deve ser o medicamento. Às vezes, o remédio me faz isso.' Essa foi a primeira vez que eu senti que ele não estava lá. Eu estava preocupado e, mais tarde, eu perguntei ao médico sobre isso.

Ele disse que esse lapso de Michael era um efeito colateral do remédio que ele tomava, que não era nada para se preocupar. Eu tinha treze anos de idade. Mais uma vez, eu confiei nos médicos. Por que não deveria? Só agora é que me parece que, se em um momento de confusão psíquica, Michael revelava suas verdades mais profundas, era simplesmente que ele queria ser um garoto cujos pais o levassem à Disneylândia.

Outra vez, em Santiago, houve o incidente na banheira quente do hotel. Eddie, Michael e eu estávamos em imersão na banheira de água quente, talvez brincando e vendo quanto tempo poderíamos manter nossa respiração subaquática.

(Por alguma razão, sempre que Michael fosse nadar, ele usava calças de pijama e uma camiseta. Ele nunca usava roupa de banho.)

Michael, de repente, disse: 'Eu vou segurar minha respiração' e mergulhou. O tempo passava. Mais tempo se passava. Olhava para Eddie nervosamente. No começo, eu poderia ver as bolhas subindo de seu nariz. Em seguida, não houve mais bolhas. Finalmente, eu não aguentei mais. Mergulhei para baixo e puxei Michael até à superfície. Eu disse: 'Cabeça-de-maçã, você está bem?' Ele estava consciente, mas não estava em si.

'Sim, eu não sei o que aconteceu' respondeu ele. 'Devo ter caído no sono.'

Isto pode soar estranho, mas apesar da maneira que possa parecer, eu estou quase certo que ele não estava usando remédios. Eu o conheci ao longo dos muitos anos e tive a oportunidade de desenvolver uma boa ideia de quando ele estava em algo e quando ele não estava, e em retrospecto, eu realmente acho que neste caso ele estava sóbrio.

Ele tinha um olhar atordoado em seu rosto, como se ele realmente não pudesse acreditar no que tinha acontecido. Ele continuou pedindo desculpas e dizendo que ele não queria nos assustar. Ele sabia que dependíamos dele e ele não queria mostrar a sua vulnerabilidade.'

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Ter Ago 21, 2012 5:06 pm

My Friend Michael (14)



'No entanto, achei que Michael estava bem até que, antes de um dos shows na Cidade do México, Elizabeth Taylor, de repente, apareceu. Michael adorava certos ícones do cinema e Elizabeth era um de seus favoritos.

Ele se identificava especialmente com astros infantis atuais e antigos, como Elizabeth tinha sido, porque ele sabia que eles compartilharam algumas das mesmas experiências com as quais ele cresceu.

Meu pai foi realmente o homem que arranjou para que Michael e Elizabeth Taylor se encontrassem pela primeira vez. Foi o que aconteceu quando uma das filhas de Elizabeth estava se casando e ela estava hospedada no Helmsley Palace, ao mesmo tempo que Michael.

Embora ele estivesse saindo naquele dia, ele chamou meu pai ao seu quarto e disse: 'Dominic, por favor, entregue este bilhete a Elizabeth Taylor. Eu realmente adoraria conhecê-la.'

Ele entregou ao meu pai um bilhete escrito à mão. Meu pai o entregou devidamente à estrela quando ela voltou para o seu quarto, após o casamento. Quando Michael voltou para o hotel, dois ou três meses mais tarde, ele ficava perguntando ao meu pai: 'Você deu a carta a Elizabeth? Tem certeza de que ela a recebeu?'

Ele não podia acreditar que ela não havia entrado em contato com ele.

Um mês depois, Elizabeth finalmente o chamou, e na próxima vez que meu pai o viu, Michael, feliz, relatou que ele e Elizabeth jantaram. O resto é história. Ela era uma mulher amorosa, e foi muito maternal com Michael. Eles jantavam juntos quando seus caminhos se cruzavam e trocaram favores entre si: ela lhe emprestou seu chalé em Gstaad, ele recebeu seu oitavo e último casamento, com Larry Fortensky em Neverland.

Ela o visitou no hotel na Cidade do México, e Michael a considerava uma aliada confiável, então quando ela apareceu, ele ficou, inicialmente, emocionado. Mas nos bastidores, antes do show, Elizabeth levou a mim e a Eddie de lado:

'Michael tem que ir embora por um tempo' ela disse-nos. confidencialmente. 'Ele não está se sentindo bem, e vamos buscar ajuda para ele. Após o show, ele entrará no avião e nós o levaremos a um lugar seguro.'

Era isso. Michael estava indo para a reabilitação.

Michael, Eddie e eu estivemos juntos por quase dois meses quando, de repente nossa aventura Huck Finn* (* referência a um livro de aventuras) teve um fim abrupto. Michael sabia que Eddie e eu éramos parte de algo maior. Viemos com nossos pais, nossos irmãos e irmãs.

Nós tínhamos sido todos da família para ele durante o momento mais difícil que ele tinha experimentado em sua vida. Ele encontrou pessoas que o apoiaram e amado por quem ele era, não importa o que os outros diziam sobre ele.

Muitas vezes eu me pergunto o que foi que ele viu em mim e eu acho que a resposta era simples: nos meus olhos, ele se sentiu reconhecido, visto como seu eu real. Eu gostava dele, pelas mesmas razões que ele gostava dele mesmo. Ele era simplesmente um dos meus melhores amigos.

Eddie e eu assistimos o show final da noite, mas sabíamos que tudo tinha mudado. O resto da turnê seria cancelado e isso nos fez muito triste.

Após o show, Eddie e eu fomos com Michael para o aeroporto, onde um jato particular estava esperando. Nós dissemos nossos adeuses no carro, todos nós chorando como bebês. Michael embarcou no avião, que logo partiu para Londres, onde ele estava para entrar em reabilitação.

Ninguém além de nós sabia que Michael havia ido embora. Quando chegamos ao hotel, um guarda de segurança com uma toalha escura sobre a cabeça acenou para os fãs e entrou no hotel com a gente, fingindo ser Michael.

Naquela noite, Eddie e eu subimos na cama de Michael e ficamos acordados, conversando noite adentro. O quarto parecia estranho e vazio sem ele. Meus pais já estavam a caminho para nos encontrar, pois eles estavam planejando a visitar-nos novamente na Cidade do México.Quando eles chegaram, Bill Bray explicou a súbita mudança de planos.

Michael havia cancelado o restante da turnê e entrara em reabilitação. Os meus pais viram que Michael não estava bem, que ele precisava de uma pausa nas apresentações sem escalas. Eles não pensaram que ele estava entrando em reabilitação porque ele estava viciado em drogas, ou que tinham deixado os seus filhos aos cuidados de alguém que estava usando drogas, um pensamento que assustaria qualquer pai.

A relação de Michael com as drogas, que um dia se tornaria muito mais complicada e evidente, não estava em seu radar. De qualquer forma, eles estavam certos em confiar em Michael, ele nunca teria deixado que nada interferisse com o cuidado de seus filhos.

Nos últimos anos, Michael explicou-me que o cancelamento da turnê não teve nada a ver com o vício em remédios. Foi por causa que a data de sua próxima apresentação na turnê seria em Porto Rico, em solo americano, e se ele tivesse entrado nos Estados Unidos neste momento, havia uma chance muito real de que ele tivesse sido preso sobre as acusações de abuso sexual infantil.

Para evitar sua prisão, sua equipe veio com uma maneira de tirá-lo do resto da turnê. A única maneira de garantir que a parte da turnê que foi cancelada seria coberta pelo seguro seria se Michael optasse pela causa de um problema médico.

Então ele disse ao mundo que ele tinha um problema com remédios. Foi humilhante, outro sério golpe à sua reputação, mas ele não tinha outra opção viável.

Deixar a turnê em circunstâncias tão humilhantes deve ter sido devastador para Michael. Quanto a mim, no meu mundo próprio muito menor, depois de voar pelas cidades exóticas ao redor do mundo e fazer parte da turnê de um dos artistas mais famosos do negócio, tendo que retornar à oitava série, em Nova Jersey, seria um duro despertar.'

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Qua Ago 22, 2012 3:47 pm

Linda, quase não estou conseguindo digitar,

chorei mto com esses caps que vc postou.

Sempre soubemos de alguns detalhes, mas ler tudo contado dessa forma

despedaça meu coração.

Mike passou por tantas coisas que a gente só consegue supor.

Tenho orgulho de ser fã desse cara, mas me sinto impotente tbm por saber que por mais que ele tivesse milhões de fã, dificilmente nós poderiamos ajudar ele.
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 26, 2012 4:47 pm

Beah-chan escreveu:
Linda, quase não estou conseguindo digitar,

chorei mto com esses caps que vc postou.

Sempre soubemos de alguns detalhes, mas ler tudo contado dessa forma

despedaça meu coração.

Mike passou por tantas coisas que a gente só consegue supor.

Tenho orgulho de ser fã desse cara, mas me sinto impotente tbm por saber que por mais que ele tivesse milhões de fã, dificilmente nós poderiamos ajudar ele.

É realmente muito triste flor.
Muito mais triste do que, um dia, pensamos.
O que mais me impressiona, porém, é a fortaleza que Michael tenta ser nessa hora.
Ele quer ser forte, muito forte. Quer mostrar que nada daquilo está o matando por dentro.
Mais seu coração... ele está muito triste! Sad
Leia mais flores.
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 26, 2012 4:49 pm

My Friend Michael (15)



'Eddie e eu deixamos o México em 13 de novembro de 1993, nossa fantástica viagem foi inesperadamente interrompida. Voltar à escola e me readaptar à minha rotina normal foi difícil. Antes da turnê, eu estava empolgado em conhecer uma nova escola em uma nova cidade.

Minha mãe me levou para comprar roupas novas e tudo, mas minha chegada dramaticamente tardia lançou um holofote sobre mim, e minha desculpa por faltar à escola era algo alucinante. Eu era famoso entre os meus colegas da oitava série, antes mesmo que eu pudesse conhecê-los.

Michael estava sendo acusado de abuso sexual infantil, e lá estava eu, um garoto que havia viajado com ele. Do lado de fora, eu tenho que admitir, ele parecia muito estranho. Nem todo mundo conhecia Michael bem o suficiente para confiar-lhe a maneira como meus pais fizeram.

Até mesmo o promotor enviou ao meu pai um fax expressando preocupação de que seus filhos estavam em risco, passando seu tempo com Michael Jackson. Meu pai ignorou. Talvez não surpreendentemente, a imprensa estava animada sobre mim e Eddie.

Eles montaram acampamento fora da nossa nova casa. Uma repórter, Diane Dimond, correspondente do Hard Copy, apareceu na porta da frente e enfiou um microfone no rosto do meu pai. As pessoas me seguiam quando eu saía da casa.

Às vezes, a mídia chegava fora da escola, fazendo perguntas às crianças, sobre mim. Os nossos novos vizinhos, que eram ainda estranhos, mais tarde disseram aos meus pais que os repórteres haviam oferecido notas de cem dólares para os seus filhos se eles pudessem obter fotografias nossas. A escola emitiu uma nota dizendo aos estudantes para não falar com a imprensa.

Dada toda essa confusão, Michael enviou seu chefe de segurança, Wayne Nagin, para ficar com minha família e nos ajudar a administrar até que a situação se acalmasse. Meus pais tentaram não fazer uma grande coisa sobre o que estava acontecendo. Se mantiveram simples, dizendo para Eddie e eu: 'Cuidado com o que você diz. Vá viver a sua vida.'

Mas a minha vida tinha mudado. Quando eu andava por um corredor na escola, ouvia outros alunos sussurrando: 'Esse é o garoto que estava com Michael Jackson.' Algumas pessoas pensaram que eu era estranho. Outras pessoas ficaram intrigadas. A garota mais popular da escola queria sair comigo. Isso foi legal.

Eu estava feliz de ir às festas com ela, mas eu sabia que seu interesse não tinha realmente a ver comigo. Fiz amizade com um cara chamado Brad Roberts, que entendeu que eu estava sendo julgado e era uma espécie de protetor para mim: eu sabia que ele estaria à minha volta.

Normalmente eu não me importava com um pouco de atenção. Um brincalhão incansável, eu fazia coisas como, secretamente fazer brilhar pontos de laser sobre as pessoas e vê-las tentar descobrir de onde a luz estava vindo. Eu era aquele tipo de criança. Mas, neste ponto, eu queria mesmo era mudar o foco para longe de mim mesmo.

A experiência de entrar na escola nesse ano mudou-me. Eu não era estúpido. Eu sabia que a atenção resultou da minha associação com Michael. Passei a ter muito cuidado com quem eu escolhia para ser seu amigo, o que eu dizia, e para quem eu dizia. E eu era geralmente reservado, mantendo minha boca fechada sobre tudo o que eu tinha acabado de experimentar.

Se a minha experiência poderia ter me dado algum status momentâneo, eu não estava interessado. Por alguma razão - provavelmente pelo exemplo dos meus pais - eu fui educado para ser leal. Eu queria proteger Michael e eu não sabia quem eu podia confiar.

Eu não sabia quais poderiam ser os motivos das pessoas, especialmente depois das acusações de Jordy. Foi difícil colocar minhas experiências com Michael de lado, mas a discrição veio com o território. Foi nessa época que eu realmente aprendi a dividir a minha vida. De um lado, estava a minha família e a minha vida social na escola, e na outra era a minha vida com Michael.

A maioria dos adultos fazem esse tipo de coisa em um grau ou outro: há uma divisão natural entre vida profissional e vida doméstica. A divisão entre o público e o privado que evoluiu na minha vida não era diferente. Eu nunca mencionava Michael, que era uma parte muito importante da minha vida. Passeios com ele, férias, telefonemas, risos, preocupações, lições de vida - eu guardava tudo para mim. Eu me tornei uma pessoa que pensava cuidadosamente antes de falar. Essa cautela nunca me abandonou.

No começo, Michael estava em um hospital de reabilitação em Londres. Minha família e eu falamos com ele, ao telefone, todos os dias, durante horas. Passávamos o telefone entre nós para lhe fazer companhia. Chegou a um ponto em que tive que instalar o que chamamos de uma bat linha só para ele.

A linha 1 era o telefone da casa, a linha 2 era o fax e a linha 3 era linha dedicada de Michael. Ele reclamava sobre a equipe do hospital que o tratava. O lugar era quase como um ala psiquiátrica - dizia ele - e ele sabia muito bem que ele não era louco.

Um dia, ele não aguentou mais e fugiu para a rua. Alguns atendentes foram atrás e o trouxeram de volta. Finalmente, Elton John entrou em cena e coordenou sua transferência para outro local de reabilitação de uma propriedade particular nos arredores de Londres, que era muito mais da velocidade de Michael.

Logo após a transferência de Michael, ele nos pediu para ir visitá-lo na reabilitação. O dia de Ação de Graças estava próximo, então meus pais deram o ok e Wayne levou a mim e a Eddie para Londres, durante quatro ou cinco dias.

Esta nova reabilitação se localizava em uma casa no campo, um ambiente aconchegante, lugar confortável,completo com lareiras. Michael estava realmente feliz por ver nossos rostos familiares. Ele nos deu uma turnê, apresentando-nos aos amigos que tinha feito e explicando sua rotina, como uma criança mostrando sua escola.

Pensando nisso, foi provavelmente, a experiência mais próxima de ir a uma escola que Michael já havia tido. Os pacientes tinham uma programação diária, passando o tempo com jogos, lendo, assistindo filmes e fazendo artes e ofícios. Michael era uma espécie de orgulho da obra que ele estava fazendo. Ele nos mostrou um dinossauro de papel que tinha feito e sorriu como uma criança.

Durante essa visita, Michael ficava para lá e para cá ao telefone, com o advogado Johnnie Cochran. Eles estavam falando sobre a resolução do processo de pagamento de família de Jordy - uma quantidade substancial de dinheiro para retirar as suas acusações.

Michael não queria resolver (desta forma). Ele era inocente e não via nenhuma razão para pagar às pessoas para que parassem de espalhar mentiras sobre ele. Ele queria lutar. Mas as coisas não eram assim tão simples. O fato é que Michael era uma máquina de fazer dinheiro, e ninguém queria que ele parasse de ser isso.

Se ele gastou seu tempo fora de sua carreira por um período de dois a três anos em julgamento, ele iria parar de produzir os bilhões de dólares em todo o mundo que o tornaram uma indústria. Porque as taxas legais de um julgamento custariam muito mais do que qualquer liquidação. Sua companhia de seguros, que era quem arcaria com esses prejuízos, estava determinada a resolver.

Johnnie perguntou se ele realmente queria ir a julgamento, se estava disposto a ter toda a sua vida exposta ao escrutínio público. Se ele concordasse, Michael poderia chamá-lo um dia: seguir em frente com sua vida e voltar a fazer o que ele fazia melhor. E assim Michael concordou em se contentar com o que eu acredito que foi algo na faixa de US $ 30 milhões.

Como eu viria a entender, ele não teve muita escolha na questão. No final do dia, a decisão de combatê-la em juízo ou resolver fora dos tribunais estava nas mãos da companhia de seguros.

O acordo tramitava antes de chegarmos à Inglaterra e foi finalizado enquanto nós estávamos lá. Michael agora estava livre para retornar aos Estados Unidos, e ele estava ansioso para voltar para casa. Então, depois de apenas dois dias em Londres, Eddie e eu nos juntamos a Michael em um jato particular para Neverland, para terminar a nossa visita.

Foi difícil para Michael voltar à Neverland, sabendo que havia sido invadida pela polícia, em busca de provas contra ele. Sua equipe já havia limpado, é claro, mas os itens pessoais, como livros, ainda estavam faltando e seriam devolvido apenas gradualmente.

Michael sentiu que a sua privacidade havia sido invadida. Mas Neverland ainda era sua casa, e era o lugar mais seguro.'

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Dom Ago 26, 2012 4:54 pm

My Friend Michael (16)



'Michael tentou o seu melhor para não colocar o peso de seus problemas em nós. Houve momentos em que eu poderia dizer que sua mente estava em outro lugar, e ele se escusava de fazer um telefonema. Mas ele não queria a mim e a Eddie lidando com assuntos de adultos, e nós permanecemos, na maior parte, alegremente ignorantes, dando ênfase no 'alegremente'.

Enquanto Eddie e eu estávamos em turnê com Michael, tínhamos desenhado o projeto para os carrinhos de golfe, para usar em Neverland. Michael tinha ordenado a realização (do projeto) e eles estavam esperando por nós. Meu próprio carro de golfe!

Era praticamente tão grande negócio como conseguir meu primeiro carro, e era um sinal de que eu tinha um convite aberto para Neverland. Macaulay Culkin, a quem eu tinha encontrado um par de vezes em Nova York, por causa de Michael, era, juntamente com seus irmãos, um convidado freqüente em Neverland. Ele e Michael eram amigos desde que Mac atuou em Home Alone (nota do blog: 'Esqueceram de Mim' na versão brasileira).

Mac já tinha o seu próprio carrinho de golfe, o seu era roxo e preto. O meu era verde claro e preto. O de Eddie era preto com uma imagem de Peter Pan na frente. Os carros eram equipados com leitores de CD com um sistema de som soberbo. Nós pulávamos naqueles carrinhos e dirigíamos por toda parte, em grande velocidade.

Eu era mais aventureiro do que sou agora, e eu ia tão rápido quanto eu podia pelas íngremes estradas estreitas de terra, que se estendiam a partir do rancho para as montanhas, com quedas abruptas de ambos os lados.

À noite, como de costume, Michael, Eddie e eu fazíamos as camas, levávamos os cobertores e travesseiros para o chão do quarto de Michael. Como resultado das denúncias e da ação da Justiça, as inocentes qualidades infantis de Michael foram deturpadas como algo patológico e assustador, na percepção do público, mas nenhuma destas conversas tinha influenciado os nossos acordos de dormir, e nenhum de nós interrompeu este costume.

Todo mundo sabia que não deveria pensar em tomar o espaço ao lado da lareira. Esse era meu. Chamávamos essas camas improvisadas de 'gaiolas', e se alguém chegasse perto da minha, eu diria: 'Ei. Essa é a minha gaiola. Não pense em roubar minha gaiola!!' Eu colocava música clássica e adormecia ouvindo belas melodias junto ao calor acolhedor do fogo.

No entanto, porque eu, muitas vezes, tinha problemas para dormir, quando a casa estava escura e silenciosa, muitas vezes eu ia ao banheiro de Michael para ouvir música. Isso pode soar estranho, mas o banheiro tinha um incrível sistema de som com qualidade de estúdio, com alto-falantes Tannoy e tudo mais.

Michael tinha os alto-falantes instalados porque ele gostava de ouvir música enquanto ele se vestia e se preparava para o dia, e ele fazia bastante deles: Michael levava um longo, longo tempo para ficar pronto. Michael achava divertido que eu raramente dormia. Ele gostava de sugerir que eu mudasse a minha cama direto para o banheiro. Mas, às vezes, no meio da noite, ele perdia o sono e vinha ouvir (música) comigo.

Naquele banheiro, Michael mantinha uma porção de sua própria música: demos de coisas que ele queria gravar ou músicas nas quais ele estava trabalhando,ainda inacabadas. Então, era à noite, sozinho, que é principalmente quando eu mais as tocava, músicas que Michael nunca tinha liberado ou ainda em desenvolvimento. Às vezes, eu me sentava naquele quarto durante horas, ouvindo algumas músicas repetidas vezes. Era como se fosse meu próprio concerto particular.

Uma das músicas inéditas que eu mais amava era Saturday Woman, sobre uma garota que quer atenção e vai para festas em vez de utilizar o seu tempo em seu relacionamento. O primeiro verso era: 'Eu não quero dizer que eu não te amo. Eu não quero dizer que eu discordo ... ', então Michael murmurava o resto das linhas, porque ele não tinha certeza ainda.

O coro era: Ela é uma mulher de sábado. Eu não quero viver minha vida sozinho. Ela é uma mulher de Sábado.. eu não quero viver a minha vida toda sozinho. Ela é uma mulher de Sábado. Eu gostava de Turning Me Off', uma canção up-time que não tinha feito para o álbum Dangerous.

Uma canção chamada Chicago 1945, sobre uma menina que estava desaparecida; uma bonita canção chamada Michael McKellar, e uma canção que, eventualmente, saiu em Blood on the Dance Floor chamada Superfly Sister. Eu escutei essa música repetidamente por anos, antes de ser lançada.

Durante a gravação de uma canção chamada Monkey Business, Michael tinha esguichado seu chimpanzé Bubbles com água e gravou ele gritando em resposta, você ouve isso no início da canção. Essa música só estava disponível em uma edição especial do álbum Dangerous. Outra canção que eu amei foi chamada de Scared of the Moon, que sairia em Michael Jackson: The Ultimate Collection.

Michael me disse que escreveu essa faixa depois de ter um jantar com Brooke Shields, durante o qual ela lhe disse que uma de suas meia-irmãs tinha medo da lua. Ele disse: 'Você pode imaginar? Estar com medo da lua?'

Algumas das músicas que eu ouvia eram tão ásperas que elas eram apenas acordes com notas de melodias, mas eu penso comigo mesmo que ásperas e sem forma como elas eram, provavelmente poderiam ser hits. Eu conhecia aquelas canções inéditas tão bem que eu comecei a tocá-las no piano. Michael brincava: 'Veja, agora você está roubando minhas músicas. Você não tem mais permissão para ouvi-las!'

Ele dizia isso brincando e realmente meu jeito de tocar piano era ruim o suficiente que só ele era capaz de obscurecer o valor das canções, mas ele deixou claro que ele não queria me ver tocando sua música para qualquer um fora de nossa família.

Ele tinha a desconfiança que alguém pudesse roubar suas ideias, uma desconfiança que parecia inofensiva, no momento, era acerca da posse de um artista sobre a sua visão. Eventualmente, porém, diante dos nossos olhos, veríamos essa desconfiança se expandir muito além de sua música para se tornar uma parte dominante de sua personalidade.

Uma vez, no Beverly Hilton na Universal Studios, eu estava fazendo tudo o que foi que eu fazia no piano, e eu vim com alguns acordes. Toquei-os por um tempo, e antes que eu percebesse, eu juro que Michael estava tocando os mesmos acordes da canção em The Way You Love Me.

Eu lhe disse: 'Onde está a minha parte (nos direitos) da publicação?' Brincando, é claro, mas ele me levou a sério e insistiu que os acordes que ele estava usando eram diferentes. Michael e eu lutamos o tempo todo sobre quem estava pegando de quem.

Estar naquele banheiro era uma das minhas coisas favoritas sobre Neverland. Eu estava lá quase todas as noites. Tocava principalmente música suave: mesmo a música que ouço hoje tende para tristes e deprimentes. Mas, sentado ali, sozinho com os incríveis Tannoy e as inéditas canções de Michael Jackson, eu estava feliz.

Novamente, eu gosto de pensar que essa descontração jovial que Eddie e eu oferecemos a Michael o ajudou a suportar as tensões de sua vida. Eu permanecia em sua companhia, e eu o mantinha positivo. No entanto, havia rachaduras na fachada, momentos em que os olhos, de repente, escureciam e ele parecia flutuar para muito longe.

Eu sei que o argumento para a resolução por fora do tribunal com a família Chandler fazia um certo sentido, mas eu tenho que dizer que por mais incrível que o advogado Johnnie Cochran fosse, eu não acho que ele deveria ter assumido esse caso. Michael nunca mais foi o mesmo depois disso. Não lutar pela verdade custou um alto preço para ele. Ele foi o maior astro do mundo inteiro. As acusações não resolvidas lançaram uma sombra sobre seu caráter.

Elas danificaram sua reputação. Elas ameaçaram o seu Legado. E elas feriram a sua alma. A partir de então, as pessoas não souberam no que acreditar sobre Michael Jackson. Acima de tudo, eles desconfiaram sobre o seu Amor pelas crianças, algo que foi fundamental para o seu ser e que feriu muito mais do que o circo que a mídia havia armado sobre as acusações.

Durante a turnê Dangerous, Michael visitava orfanatos e hospitais. Em cada cidade que visitávamos, nós levávamos brinquedos para essas crianças, e ficou claro que Michael desejava poder adotar todos eles. Ele não podia ver uma criança sofrendo.

Houve momentos, durante as visitas, em que Michael desandava a chorar porque ele não aguentava ver uma criança com dor. Ele era movido e inspirado pela inocência e a pureza da juventude, e sempre dizia que, de todas as criaturas do mundo, as crianças eram as mais próximas de Deus.

Depois que a pureza e a genuinidade do amor de Michael pelas crianças foi posta em questão, ele se tornou um homem diferente. Inevitavelmente, suas relações com as crianças mudaram para sempre. Os dias da liberdade inocente com a qual ele brincava com as crianças estavam perdidos para sempre.

Além disso, agora ele podia ver o alvo que ele havia se tornado para as pessoas que estavam à procura de explorar suas excentricidades, para fins cruéis e egoístas.'

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Seg Ago 27, 2012 4:23 pm

É um dos melhores livros que eu já vi sobre o Mike.

Senão o melhor, só mesmo uma pessoa que esteve com o Mike nos melhores e piores momentos podem realmente falar sobre o king.
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Qua Set 12, 2012 3:48 pm

My Friend Michael (17)



'Excluindo a família, Michael parou de sair com garotos da mesma forma como havia feito antes. Não valia a pena o risco. Além disso, se eu tivesse que resumir a mudança que eu vi, eu diria que Michael perdeu a confiança.

Não apenas em si mesmo, do jeito que ele faria com ousadia e fazer sem pensar duas vezes o que ele tinha vontade de fazer, não importa o quão não-convencional ou imaturo que poderia ter parecido, mas nos outros também.

Ele perdeu sua fé na decência fundamental dos seres humanos. Onde uma vez ele via apenas o lado bom das pessoas, agora estava preocupado com as intenções daqueles que o cercavam. Ele questionava as suas motivações.

Ele achava que todos ao seu redor estava tentando tirar vantagem dele, para manipulá-lo. Esse detalhe da desconfiança (que ele expressou sobre outras pessoas tentarem roubar suas ideias musicais) começou a se espalhar para outras áreas de sua vida.

Às vezes, mesmo que ele encontrasse alguém cujas intenções eram boas e sinceras, ele procurava razões para duvidar dessa pessoa. Ele criava cenários em sua cabeça que não existiam na realidade, como uma forma de garantir que ele nunca mais seria pego de surpresa. Minha família, no entanto, ficou isenta desta desconfiança crescente de Michael. Eddie e eu éramos crianças inocentes, e sua fé em nossos pais nunca vacilou.

Quanto à sua própria família, permanecia com ele, com a notável exceção de sua irmã La Toya. Ela emitiu um comunicado afirmando que ela pensava que as alegações poderiam ser verdadeiras. Mais tarde, ela disse que fez isso sob coação de seu marido abusivo. Michael finalmente a perdoou, mas ele realmente não a queria muito (por perto) depois disso.

Quanto ao resto de sua família, eu não vi Michael ter muito contato real com eles, mas eles lhe deram apoio em público, e Michael sempre disse que os amava e sabia que eles estavam do seu lado. Minha sensação era de que eles teriam feito mais para mostrar seu apoio, mas Michael os mantinha à distância, enquanto ele continuava mantendo outras tantas pessoas à distância.

Ele nunca explicou por que os membros de sua família foram excluídos da sua pequena esfera de intimidade, mas com o tempo, eu vi ele fazer tudo o que poderia para se proteger de inimigos reais e imaginários. A única coisa que eu nunca imaginei foi que um dia ele gostaria de acrescentar meu nome à lista.

Eddie e eu voltamos à escola, mas logo estávamos de volta a Neverland. Naquele Natal, o Natal de 1993, foi o primeiro Natal que minha família passou com Michael. Michael foi criado como Testemunha de Jeová, o que significava que, á medida que havia crescido, sua família nunca havia comemorado aniversários ou feriados.

Ele gostou da experiência do Natal, pelo menos uma vez com Elizabeth Taylor, mas como convidado de alguém da família, não como um membro da sua própria. Foi uma de suas fantasias ter uma grande família com quem pudesse partilhar a tradição de Natal. Então, desta vez toda a minha família viajou para Neverland, que foi rapidamente se tornando a minha casa longe de casa.

A casa foi decorada por fora com luzes brancas de Natal, grinaldas na porta, e guirlandas circundando os corrimões. No hall de entrada, havia um chapéu de Papai Noel na estátua do mordomo. Uma árvore grande e bonita dominava a sala de estar.

Na véspera de Natal, uma mulher vestida como Mamãe Gansa* apareceu na casa.

*Nota do blog: um personagem dos contos de fadas. é sobre uma mulher que reúne a família para ler e contar estórias.

Nós todos nos sentávamos ao redor do fogo, até mesmo meus pais, tomando chá e comendo biscoitos enquanto Mamãe Gansa nos lia rimas e cantava para nós. Eu sei. Mamãe Gansa não é exatamente uma personagem do Natal. Mas ela se encaixava perfeitamente em Neverland.

Na manhã seguinte era dia de Natal. Foi a pressa habitual para abrir os presentes. Michael preparou o momento de forma clássica, escolhendo presentes debaixo da árvore e entregando-os. Michael compartilhava o meu sentido de humor invulgar: como eu já disse, estávamos sempre fazendo piadas uns sobre os outros.

Assim, para o Natal daquele ano, ele me comprou dez presentes. Dez! O que poderia haver neles? De um cara que você recebe o seu próprio carro de golfe personalizado sem nenhuma razão, o que poderia haver, eventualmente, em dez presentes de Natal? Abri um, por primeiro.

Era... um canivete. Ok, essa foi uma piada muito boa, pois afinal de contas, em sua companhia eu já tinha comprado todos os canivetes na cidade de Gstaad. Todos nós tínhamos dado boas risadas sobre isso, e, em seguida, Michael, que neste momento estava falhando miseravelmente em esconder um sorriso maroto, disse-me para continuar.

Então, abri o segundo: outro canivete. E outro. Até o momento eu estava feito, eu tinha dez canivetes idênticos. Nós rimos do início ao fim. Para não ficar atrás, tive um presente muito especial pronto para Michael.

O que você pode dar para um cara que pode comprar o mundo? Eu tinha preparado uma pilha de rolos de papel de toalha de banheiro, sacos plásticos, embalagens vazias e doces, envolvendo cada item com cuidado e colocando-os em uma caixa.

Sim, eu dei a Michael uma caixa de lixo para o Natal. Quando ele abriu, ele disse, imitando perfeitamente a imagem da sinceridade: 'Oh, muito obrigado. Você não deveria ter se incomodado. Você realmente não deveria ter.'

A partir de então, Michael sempre passou o Natal com minha família, em Neverland ou em Nova Jersey. Ele sempre aparecia em Nova Jersey, com um balde gigante de chiclete Bazooka. Michael constantemente mastigava grandes quantidades, fazendo bolhas enormes. Mascar chicletes como ele mastigava era perfeitamente aceitável para ele, mas sempre que eu fazia isto, ele dizia: 'Você pode, por favor, fechar a boca? Você parece uma vaca.'

Bazooka era seu chiclete favorito. Ele sempre dizia: 'É o melhor chiclete do mundo, mas você tem que manter gomas novas em sua boca.'

Na véspera de Natal, não haveria um peru enorme no jantar. Se estivéssemos em Neverland, poderíamos esperar uma aparição da boa senhora Mamãe Gansa, às vezes um mágico, e os presentes inusitados que você jamais poderia imaginar o que seriam:

Um ano de fornecimento de tampões, um pacote apetitoso de restos de comida do nosso jantar de véspera de Natal, uma coleção de anti-sépticos bucais e pastas de dente (uma referência a nossa antiga piada sobre um acusar ao outro de mau hálito).

Era histérico. Era estranho. Era tradição. Em suma, era Michael.'

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Qua Set 12, 2012 3:51 pm

My Friend Michael (18)



'Aquele ano de 1993, com as acusações por parte da família Chandler, havia sido o mais difícil da vida de Michael. Mas agora que o caso tinha sido resolvido, ele voltava sua atenção para um novo álbum: HIStory. Ele estava trabalhando nele no Hit Factory, estúdio de gravação em Nova York, que fica no Midtown, no Trump Tower.

Eu estava, é claro, ainda na oitava série, era um estudante corriqueiro, mas um jogador de futebol decente. Fiz alguns amigos e me estabeleci em uma vida bastante banal suburbana.

Mas quando Michael chegava à cidade, eu tinha uma outra vida. Depois da escola, meu irmão Eddie, eu e às vezes, o nosso irmão mais novo - Dominic - íamos para a cidade, passar a noite com Michael, então acordávamos cedo para sermos levados de volta a Nova Jersey, no carro de Michael.

Nos fins de semana nós queríamos visitá-lo ou ele vinha para ver toda a família, em Nova Jersey. Passávamos tanto tempo com ele quanto podíamos. Eu sei que não é encarado como normal um jovem largar tudo e correr para passar o tempo com um amigo adulto mundialmente famoso, mas parecia completamente normal e divertido para mim.

O apartamento de Michael no Trump era na parte de cima, com vista espetacular e acessórios em ouro nos banheiros. No segundo andar, havia três quartos. Ele transformou um deles em um mini-estúdio de dança, retirando os móveis e os recolocando em outro lugar.

Michael fazia uma versão disto em quase todos os lugares em que ia. No estúdio estavam os maiores oradores que já vi em toda minha vida: eles deviam ter cerca de cinco metros de altura. Michael também tinha uma câmera de vídeo na sala de dança, que ele usava enquanto estava trabalhando na coreografia para seus vídeos ou shows.

Quando ele estava dançando, deixava a música guiá-lo, e como resultado, após isto, ele não poderia sempre lembrar a seqüência exata de seus movimentos. Assim, ele revia as fitas para ver o que ele gostava e queria relembrar e reutilizar.

Nos fins de semana na cidade, muitas vezes íamos ao cinema ou livrarias, mas o que mais me lembro com carinho sobre essas visitas, era que Michael me apresentou às alegrias dos livros. Eu tinha dislexia, e a leitura sempre foi difícil para mim, mas quando eu reclamava que eu não gostava de ler, ele dizia:

'Bem, então você vai ser burro e ignorante para o resto de sua vida. Frank, você pode fazer o que quiser neste mundo, mas se você não tem conhecimento, você não é nada. Se eu lhe desse um milhão de dólares agora, você aceitaria? Ou você gostaria de ter o conhecimento de como fazer seus próprios milhões?'

Eu sabia que a resposta correta a esta pergunta era: 'Vou levar o conhecimento.'

'É isso mesmo. Porque com o conhecimento você pode dobrar o primeiro milhão em dois.'

O primeiro livro que Michael me fez ler foi O Poder do Pensamento Positivo. Eu vi como as ideias que o livro citava se ligavam a algumas das coisas que Michael tinha estado a falar. Fiquei intrigado, e foi assim que a barreira entre mim e a leitura foi interrompida.

Assim como eu segui o exemplo de Michael nas lojas de discos, curioso sobre o que ele estava interessado em ouvir, comecei a ler os livros recomendados e ele acompanhava tudo o que acontecia, pela leitura.

Durante esse período, eu conheci os sobrinhos de Michael -Tito, Taj, TJ e Taryll -pela primeira vez. 3T, como o grupo musical que se formou foi chamado, ainda tinha que lançar seu primeiro álbum. Mas eu tinha ouvido as músicas e era um grande fã.

Desde o início, eu amei Taj, TJ e Taryll, que eram apenas alguns anos mais velho do que eu. Nós costumávamos dizer que eu estava indo para se tornar o quarto membro do 3T, e o grupo seria chamado 3TF.

Os sobrinhos de Michael também eram realmente ligados nos livros, e neste aspecto, eles foram uma inspiração a mais para ler. Na livraria, Michael dizia: 'Peguem o que vocês quiserem. É um investimento.'

Então, nós todos comprávamos um monte de livros, voltávamos para o Trump, onde cada um de nós iria encontrar um lugar para se espalhar com seus livros, canetas e cadernos. Nós chamávamos isto de nosso 'treinamento'. Nós dizíamos um ao outro: 'Hora de treinar!' - encontrar um lugar confortável e ler por horas.

Michael nos disse que devíamos amar nossos livros. Ele nos trouxe o hábito de beijar cada canto de um novo livro, como ele o fazia. Quando ele lia algo incrível, ele começava a bater palmas, ria e beijava o livro.

'O que você leu?' Todos nós perguntávamos... 'O que você aprendeu?'

'Não se preocupe' ele dizia. 'Só sei que acabou. É melhor vocês tomarem cuidado!! Eu vou dominar o mundo!'

Nós tentávamos agarrar o livro de suas mãos, mas ele provocava, deixando-o fora do alcance de nossas mãos.

'Não, não... Você não consegue ler isso ainda.'

Tenho certeza que se você tivesse perguntado a um típico americano como seria passar uma noite num quarto de hotel com Michael Jackson, seus três sobrinhos músicos e alguns amigos, eles nunca iriam imaginar essa cena.

Quanto ao que minha família sabia, durante este período, Michael estava dividindo todo o seu tempo entre trabalhar em seu novo álbum e sair com nós, as crianças. Nós estávamos com ele o tempo todo. E não tínhamos ideia de que ele estava se apaixonando. Ou, pelo menos, era a sua versão sobre apaixonar-se.

Então, em uma noite de primavera em 1994, quando Eddie e eu éramos os únicos a passar a noite com Michael, o telefone nos acordou a todos até às quatro da manhã. Era Wayne Nagin. Depois de atendê-lo ao telefone, ele nos contou que no dia seguinte sairia a notícia que ele tinha se casado com Lisa Marie Presley.

Eu estava incrédulo. 'O quê? Você se casou?' Eu perguntei a ele. 'Nós nunca sequer soubemos que você estava namorando alguém!'

Eu conhecia o nome de Lisa a partir das histórias contadas por Michael. Ele nos disse que, no passado, quando o Jackson Five se apresentava, às vezes, Elvis aparecia em seus shows, levando Lisa com ele. Mesmo quando criança, parecia que eles tinham uma paquera e Michael sempre teve um lugar especial para Lisa em seu coração. Mas eu não tinha visto nada disso. Eu acho que ninguém o viu, também.

Mas era verdade. Antes que Michael chegasse a Nova York nesta viagem mais recente, ele se casou com Lisa Marie. Mesmo os meus pais não tinham conhecido a respeito. Eu suspeito que Michael não lhes contou, porque quando lhe perguntariam o inevitável: 'Por quê?' ele não seria capaz de responder.

Ele não saberia como. Essa era apenas a maneira de ser de Michael. Ele manteve as várias partes de sua vida separadas uma da outra, e as suas razões para fazê-lo eram suas.

Agora que sabíamos, nós aceitamos de bom grado o casamento de Michael sem qualquer explicação em tudo, mas ele nos disse que ele tinha tomado a decisão por razões comerciais. Na época, ele estava fazendo negócios com o príncipe Al-Waleed bin Talal, que era conhecido como o Warren Buffett árabe.

Eles eram parceiros de negócios em uma empresa recém-formada chamada Reino Entertainment. De acordo com Michael, o príncipe e seus colegas gostavam de fazer negócios com os homens que tivessem família, e por isso ele queria Michael casado, como seu parceiro. Especialmente após as alegações, em 1993.

O príncipe estava investindo muito dinheiro no Reino Entertainment e acreditava que, ao se casar, Michael iria restaurar a sua imagem maculada. Assim, Michael tinha casado com Lisa Marie Presley. Ou então, era a história de Michael.

Meu pai, que tinha a perspectiva de um adulto em todo o caso, viu um cenário mais simples. Ele acreditava que Michael queria ser pai e esperava que ele tivesse filhos com Lisa Marie. Foi um namoro nada convencional, com certeza, mas Michael não levava uma vida convencional.

Será que Michael amava Lisa? Eu me faço essa pergunta nesse momento. Mas olhando para trás, tenho a dizer que se ele fosse se casar com alguém, ela seria a única. Primeiro de tudo, ele pensou que era uma grande história: o Rei do Pop casa com a filha do Rei do Rock. E, certamente, se alguém entendia o estilo de vida de Michael, esse alguém era Lisa.

Mas era mais pessoal do que isso: Michael confiava em Lisa. Depois do que ele tinha acabado de passar com os Chandlers, o sentimento de confiança era fundamental. Além disso, seu relacionamento anterior a toda a loucura da última década... ele a adorava e aos seus jovens filhos, Benji e Danielle.

Eles viajavam e visitavam orfanatos em conjunto. Tenho certeza que ele abriu seu coração para ela. O que fica em questão é o quanto Michael realmente queria ter um relacionamento adulto, e se ele era mesmo capaz de sustentar um.

Michael me disse que, ao crescer, tinha um gosto ruim na boca sobre o casamento. Assistindo seus irmãos suportar divórcios, ele resolveu nunca estar na mesma posição. Ele estava preocupado em passar por um divórcio e perder todo seu dinheiro.

Ele disse: 'Eu não posso sair e encontrar qualquer pessoa aleatória. Na minha situação, em quem posso confiar?'

A partir dessa perspectiva, era fácil entender por que Lisa foi uma escolha sábia.

Mas as questões que ele teve com as mulheres corriam mais profundo do que os temores sobre o custo financeiro do divórcio. Como eu, ele teve as paixões da juventude em que ele adorava as mulheres icônicas, pendurando suas fotos em suas paredes.

Michael tinha 35. Devido a sua posição no mundo, alguns destas mulheres foram Tatum O'Neal, Brooke Shields, Lisa Marie, que agora lhe eram acessíveis, mas não tenho certeza dele ter preferido as imagens à realidade.

No entanto, Michael estava se dando uma chance, fazendo o seu caminho, a notícia estava prestes a vazar. No telefone, Wayne Nagin disse que iria encontrar a mim e a Eddie no carro. Tivemos que deixar o hotel imediatamente, antes que as hordas de repórteres buscassem a Michael.

Michael sempre protegeu a mim e à minha família da mídia o melhor que pôde, como ele viria a proteger seus próprios filhos. Meia hora depois, corremos para o carro com cobertores sobre as nossas cabeças. Nós abaixamo-nos até que Wayne nos disse que ninguém estava nos seguindo. Wayne nos levou para casa em Nova Jersey, e com certeza, em um par de horas, a notícia do casamento de Michael e Lisa estava sendo transmitida em todo o mundo.

Um mês ou dois depois, em agosto, ele e Lisa voltaram para Nova York. Michael queria que a minha família a conhecesse. Então, todo o clã - meus pais e todos os cinco filhos - partiu em um carro para o edifício Trump e, de lá, seguiu a van de Michael para o Hit Factory. Nós nos reunimos em uma sala privada que o estúdio tinha criado para Michael. Estava cheia de doces, bebidas e brinquedos.

'Lisa' - Michael disse - 'conheça os Cascio. Esta é a minha família de Nova Jersey. Todos vocês, conheçam a minha esposa, Lisa.'

Foi estranho ouvir Michael chamada Lisa de 'sua esposa'. Mas, para ser honesto, eu achava que ela era sexy. Lisa foi muito boa para nós, embora um pouco quieta. Quem poderia culpá-la por ser reticente? Éramos um grupo de sete ítalo-americanos e havia um monte de personalidades diferentes na sala.

Eu imagino que ela estava tentando achar seu lugar. Eventualmente, ela entrava na conversa e claramente fazia um esforço e nós todos a acolhemos em nossa família.'

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Qua Set 12, 2012 4:08 pm

My Friend Michael (19)



'Enquanto Lisa estava em Nova York com Michael, os víamos com freqüência, mas logo ela voou de volta para Los Angeles, e nós não a vimos novamente até que ela visitasse Neverland para o Ano Novo, em dezembro de 1994.

No Natal daquele ano, Michael e Lisa me deram uma máquina DAT e um mixador de estúdio. Muito mais útil do que dez canivetes. Talvez Lisa colocasse sua opinião sobre os presentes: afinal, foi ela quem me deu meu presente incrível. Na véspera do Ano Novo, fomos ao teatro de Neverland para assistir a bola cair na Times Square. Michael gostava de ver Dick Clark participar desse processo.

Nessa altura, Lisa e eu tínhamos chegado a nos conhecer um ao outro. Ela ficava mais confortável em torno de todos nós. Depois de sua volta, meu relacionamento com Michael mudou ligeiramente, como poderia não mudar?

Eu já não ficava em seu quarto com ele em Neverland. Mas estava tudo bem quanto a isso. Eu gostava de ficar nos bangalôs e eu estava aberto para o que Michael quisesse. Eu nunca tive a sensação de que eu estava perdendo ele, de qualquer maneira.

Apesar de seu casamento, o comportamento de Michael não mudou muito em torno de nós, e eu imagino que isso significava que Lisa estava vendo agora um outro lado dele. Não era apenas sobre seu novo marido gostar de brincar com balões de água.

Eu não achava muito sobre isso na época, mas agora que eu sou adulto, parece-me que pode parecer estranho para uma mulher recém-casada descobrir que seu marido já amava e parecia ser uma parte de outro família. Claro, Lisa Marie tinha que entender que em se casar com Michael, ela não teria uma vida convencional.

Mas não me surpreendeu ao saber que ela não tinha ideia de quanto tempo ele realmente passava conosco, ou se ela sabia, que ela tinha assumido as prioridades dele, começando a mudar uma vez que ele era casado.

Ainda assim, não era difícil ver os problemas que ele trouxe para o casamento, e o problema dele sendo um marido. E havia também o fato de que Michael não gostava de confronto. Lembro-me do dia em que ele começou a falar de permanecer no apartamento de Lisa em Los Angeles, com ela e seus filhos.

'Ela gosta de confrontar' dizia ele. 'Quando ela reclama, eu começo batendo palmas e sorrindo.'

Não havia sinal de autoconsciência em seu tom, a sensação de que talvez ele poderia ter lidado com a situação de forma mais madura. De qualquer forma, parecia satisfeito com a sua própria reação.

'Isso funciona?' Eu perguntei.

'Bem, isso a faz parar, e então eu lhe pergunto o que a fez discutir.'

Não é exatamente um diálogo que um terapeuta de casais aceitaria. Eu tive uma sensação de que as coisas não estavam indo muito bem. Tinham casado por um capricho, sem desenvolver qualquer capacidade de se comunicar sobre os problemas que podem surgir em sua vida juntos, e tinham expectativas muito diferentes para o relacionamento.

Por todo o seu estudo sobre as pessoas, seus gostos e desgostos, o seu profundo reconhecimento das palavras e o ritmo dos corações das pessoas sensíveis ao toque ... bem, Michael não parecia trazer qualquer profundidade ao seu casamento.

Michael também era uma estrela, alguém que tinha definido muito bem os seus caminhos. Ele estava habituado a estar sozinho e fazer o que ele quisesse, sempre que o quisesse. Em seus relacionamentos passados, eu imagino, os homens devem ter mimado Lisa.

Era algo que ela e Michael tinham em comum: seus mundos giravam em torno deles, mas essa dinâmica se tornou difícil para eles, tomar conta um do outro. Lisa tentou entender e acomodar-se à personalidade de Michael, mas eu acho que o ônus de fazer o trabalho de relacionamento caiu inteiramente em cima dela.

Tanto quanto eu poderia dizer, Michael nunca esteve emocionalmente lá com Lisa. Ela definitivamente tentou fazer o casamento funcionar, mas deve ter sido difícil para ela descobrir qual era o seu papel na vida complicada de Michael.

O álbum HIStory foi lançado em Junho de 1995. Michael não queria lançar um álbum de dois discos. Isso aumentaria o preço e Michael queria manter a sua música acessível para seus fãs. Mas a Sony queria fazer um disco de greatest hits e mais todas as músicas novas, e foi assim que o álbum saiu.

Ele foi bem recebido pela crítica e nomeado para cinco Grammys. Se tornou o disco duplo mais vendido de todos os tempos, de um artista solo.

Michael teve um intervalo entre o lançamento do álbum e o início de uma grande turnê, e foi durante este período que seu casamento com Lisa fracassou.

No final, a união durou cerca de um ano e meio. Quando eles se separaram no final de 1995, Michael afirmou que uma das razões principais é que Lisa estava com ciúmes de nós (ela nos chamou de a 'família de Jersey') e do relacionamento que tinha com a gente.

Ele preferia passar mais tempo com a gente do que com ela. Pessoalmente, eu não tinha visto nenhuma prova disso, e eu não acredito que minha família tivesse muito a ver com o fracasso do casamento, mas tenho certeza que Lisa tinha esperança de construir uma vida com Michael.

E eu posso certamente imaginar que esta vida não incluía uma família de New Jersey. Michael passou um pouco da responsabilidade para a minha família, talvez como uma forma de nos dizer o quão importante nós éramos, ou talvez para se convencer de que Lisa lhe pedia para fazer sacrifícios impossíveis, mas acredito que isso era apenas parte da rotina de sua vida maior, que ele não estava disposto a mudar.

Havia também a questão das crianças. Ambivalente como ele pode ter sido sobre ter um relacionamento sério com uma mulher, havia uma coisa que Michael tinha certeza: ele desejava ser pai. Em um ponto ele queria adotar uma criança da Romênia com Lisa, mas ela não gostou da ideia. Então ele queria ter um filho com ela, mas ela não estava pronta.

Globalmente, embora eles fizessem amor e tivessem uma quantidade enorme de respeito um pelo outro, eu não acho que eles estivessem conectados emocionalmente o suficiente para sustentar um casamento a longo prazo. Michael habitava o seu próprio mundo e tinha pouca vontade de sair dele ou ajustá-lo. Ele não sabia como estar em um relacionamento e ele não estava disposto a aprender.

Ele só sabia o que ele sabia. Casamento - com a sua partilha, conflitos e compromissos - simplesmente não funcionava para ele. Quando ele e Lisa se separaram, ele me pareceu estar um pouco triste, mas não inteiramente de coração partido. Isso, mais do que qualquer outra coisa, me disse que estavam em melhor situação um sem o outro.

Da minha perspectiva, Lisa Marie desapareceu tão abruptamente como tinha chegado. Aparentemente, ela e Michael estavam por perto, mas eu raramente voltei a vê-la. Embora eu nunca tenha tido ciúmes de Lisa, quando Michael me disse que estavam se separando, tenho que admitir que eu me senti um pouco aliviado.

Quero dizer, eu era um adolescente e ele era meu amigo. Em muitos aspectos, era como se fôssemos colegas do Ensino Médio, brincando juntos, se divertindo, conversando sobre as meninas.

Quando vocês são amigos de colégio e um dos caras namora com uma garota, as coisas inevitavelmente mudam. Eu sabia que ter uma esposa significava que eu iria ver menos Michael, mas eu aceitei a Lisa e gostava dela. É isso o que os amigos fazem.

Afinal, eu esperava ter a minha própria garota um dia, e quando esse dia chegasse, eu gostaria que Michael fizesse o mesmo por mim, como eu tinha feito por ele. Quando ele e Lisa se separaram, tudo o que significou para mim era que eu tinha o meu amigo de volta.'


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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Qua Set 12, 2012 4:09 pm

My Friend Michael (20)



'Seis meses após o divórcio de Michael e Lisa, eu e ele embarcamos em uma clássica aventura de Buddy: uma viagem. Durante o verão de 1996, depois do meu segundo ano do ensino médio, e pouco antes dele começar o que seria o período de dois anos de turnê para o álbum HIStory, Michael e eu fomos para a Europa juntos. Porque os meus irmãos estavam com problemas na escola, era só nós dois.

Michael veio visitar minha família em Nova Jersey, antes de sairmos para a Europa. Uma tarde estávamos jogando videogame quando de repente ele disse: 'Frank, eu tenho que lhe dizer algo, mas por favor não mencione a ninguém.'

'Claro. O que é?' Eu perguntei.

'Eu vou ser pai.'

'O quê? Como?' Fiquei surpreso, para dizer o mínimo.

'Debbie está me dando o maior presente do mundo.'

A Debbie a quem ele se referia era Debbie Rowe. Ao longo dos anos, Michael tinha confiado no Dr. Klein e Debbie sobre o quanto ele queria ser pai, e como era difícil porque ele não podia confiar em ninguém.

Então, de acordo com Michael, um dia Debbie lhe disse: 'Você merece ser pai, e eu quero tornar o seu sonho em realidade. Vou gerar o seu bebê e fazer de você um pai.'

Quando ele me disse isso, ele estava o mais feliz que eu já vi, e fiquei emocionado por ele. Eu não fiquei chocado. Eu sabia que Michael poderia fazer qualquer coisa acontecer. Como ele estava explicando como tudo isso tinha acontecido com Debbie, ele disse:

'Espere um pouco. Eu quero tocar algo para você.'

Ele tocou uma fita em que ouvi a voz de Debbie. Ela disse algo como 'Michael, eu quero fazer de você um pai. Este é o meu presente para você. Eu não quero nada de você. Na verdade, se as crianças perguntarem onde sua mãe está, diga-lhes que ela morreu em um acidente de carro.'

Michael confiava em Debbie, e eu vi o porquê. Debbie trabalhava em torno das celebridades todos os dias. Ela não estava chocada. Tampouco era impulsiva. Em vez disso, ela era uma pessoa que ponderava os pensamentos, e tinha uma licenciatura em Psicologia.

Se ela fez esta oferta, a fez de forma consciente e estava fazendo isso porque ela realmente acreditava que Michael seria um grande pai. As intenções de Debbie eram verdadeiras. Ela quis dizer o que ela disse.

Michael iria ser pai. Fazia todo o sentido. Como meu pai diria mais tarde, Michael tinha muita prática 'correndo' com os Cascios.

Nossa primeira parada foi em Londres, onde Michael teve algumas reuniões. Depois que as suas obrigações ali foram feitas, ele teve algum tempo livre antes de ter sido programado para gravar duas canções em um estúdio na Suíça, e ele decidiu tirar proveito dele. No hotel ele veio a mim com a seguinte sugestão:

'Ei, vamos dirigir através do campo para a Escócia.'

Ele sempre voava, durante as turnês, voava por fora das cidades, e assim ele raramente tinha a oportunidade de passar algum tempo explorando-as. E com ele se preparava para ser pai, ele descobriu que essa poderia ser nossa última chance por um tempo para embarcar em uma viagem sozinhos.

'Absolutamente', eu disse. 'Vamos fazê-lo.'

Antes de entramos no ônibus que Michael tinha fretado para a viagem (o que... você pensou que íríamos fazer isso em um fusca?) nós fomos fazer compras de mantimentos. Ele disse: 'Nós vamos fazer um mapa mental.' Agora, crescendo na esfera de Michael significava absorver a sua filosofia one-of-a-kind.

Todos aprendem de formas diferentes, e eu tive um professor raro e inspirado. Um mapa mental, como eu aprendi naquele dia, era um livro no qual teríamos que colar fotos de coisas que nos inspirava: lugares, pessoas, imagens das quais gostamos e o que esperávamos alcançar.

Materiais necessários: pilhas de revistas cheias de fotos, cadernos em branco, cola e tesoura. Compras feitas, embarcamos em um ônibus grande de luxo equipado com confortáveis ​​sofás e camas, e logo estávamos partindo de Londres a caminho de Loch Lomond.

Um motorista e dois seguranças nos acompanharam. Michael e eu tínhamos o quarto na parte de trás do ônibus. Quando não estávamos no cenário, nós estávamos na sala de trás, fazendo nossos mapas mentais. Fazer mapas mentais era novo para mim, mas não foi o primeiro exercício que Michael tinha me dado sobre a forma como eu poderia conceber e planejar meu futuro.

Michael já havia me dado alguns de seus livros favoritos sobre o sucesso: O Maior Vendedor do Mundo, O poder da sua mente subconsciente, Visualização Criativa, e muitos, muitos outros ao longo destas linhas. Agora, enquanto trabalhávamos em nossos mapas mentais, ele me ajudou a ver que as oportunidades eram intermináveis.

Não havia limite para o que se poderia alcançar. Ele falou sobre como seu álbum Off the Wall vendeu extremamente bem, e que depois ninguém pensou que ele poderia superar o seu sucesso. Ouvir isso só fez com que ele ficasse ainda mais determinado em seu próximo álbum, Thriller, que seria o álbum mais vendido de todos os tempos.

Na verdade, seu objetivo com Thriller era vender cem milhões de cópias no mundo todo. Essa era a sua meta, e ele conseguiu. 'O talento que é dado por Deus te leva tão longe neste mundo... ' ele me disse. Ele alcançou o sucesso porque acreditava que ele iria fazê-lo.

À medida que a paisagem deslumbrante rolava, Michael estava deitado na cama, e eu me sentei no chão do ônibus, nós folheávamos revistas, recortávamos imagens, provocávamos nossos pensamentos com palavras e frases, falando sobre os castelos dos quais Michael queria ser dono, sobre as garotas que ele gostaria de namorar (a princesa Diana estava no topo da sua lista), quais hotéis e resorts eu fantasiava possuir, o Awards da Academia e o Grammy que eu esperava ganhar.

Eu estava prestes a completar 16, eo mundo parecia ilimitado. Era fácil para mim ouvir Michael dizer que ele queria um castelo e responder: 'Sim! Eu quero um castelo, também!' Foi o momento perfeito e o lugar perfeito para ter fantasias desproporcionais e refletir sobre o sentido da vida.

Michael também recentemente tinha me apresentado à meditação. Na primavera antes de de nossa viagem para a Europa, eu tinha passado duas semanas de minhas férias com Michael em um bangalô no Hotel Beverly Hills. Eu sabia que ele muitas vezes meditava, e nessa viagem eu lhe disse que queria experimentar também. Ele me incentivou desde o início.

'Você deve definitivamente fazer isso. É um tempo para pensar por si mesmo, limpar a cabeça, e manifestar o que você gosta. Quando você medita, é como plantar uma semente. Você planta uma semente em sua mente, e sua mente irá manifestar a realidade.'

Quando estávamos hospedados no Hotel Beverly Hills, o motorista de Michael, Gary, se tornou um guia de meditação. Agora, Gary não era exatamente o candidato mais óbvio para ser um guru espiritual, especialmente considerando o quanto tempo Michael e eu o fazíamos de alvo de nossas piadas bobas.

Eu conheci Gary quando ele nos pegou - a mim e a Eddie - no aeroporto a primeira vez que fomos para Neverland. Gary era do Texas, e ele gostava de escrever música. Ele era muito sincero sobre suas canções, e elas eram tão ruins que chegavam a ser grandes. Uma vez ele disse: 'Sr. Jackson, eu gostaria que o senhor ouvisse essa canção que eu escrevi ontem à noite. Trata-se de um falcão vermelho.'

'O que inspirou essa música?' Michael perguntou.

Gary disse-nos que ele estava parado em sua janela e um pássaro (não um falcão) voou e fez um barulho que parecia de Gary como as palavras 'falcão vermelho'. A história de sua inspiração fez a mim e a Michael rachar de rir. Ele tinha uma outra canção chamada Powder Blue. Conhecíamos cada palavra.

'Gary, você deve sair em turnê' - Michael dizia - 'As meninas vão brigar por você.'

'Puxa, Sr. Jackson, eu não penso assim', Gary respondia.

Em 1996, Michael tinha feito um concerto para o sultão de Brunei em seu quinquagésimo aniversário. Ele levou a mim, Eddie e Dominic à Brunei com ele. Estávamos hospedados em uma das casas de convidados do sultão.

(Ele tinha cerca de 20 casas de hóspedes, todas compostas com porteiros e cozinheiros, que teriam sido considerados casas de luxo nos Estados Unidos.)

Antes de nós partirmos para Brunei, Gary tinha nos dado uma fita cassete de seus maiores sucessos. Eu nunca vou me esquecer de quando nós quatro de nós rodamos em um carrinho de golfe em torno da propriedade do sultão.

Já estávamos a cinco minutos da casa quando Michael percebeu algo. 'Oh não!' Exclamou. 'Esquecemos o Greatest Hits de Gary!' Viramos o carrinho de golfe ao redor e dirigimos de volta para pegar a fita. Enquanto nos dirigíamos em torno dessa terra estrangeira, nós quatro cantávamos as músicas de Gary a todos pulmões.

Conhecíamos cada palavra de cada música. Nós éramos seus maiores fãs (e possivelmente os únicos). Nós brincávamos com Gary, mas era só porque nós o amávamos. Ele estava com Michael há muito tempo e era completamente leal.

E, no entanto, quando chegou à meditação, um Gary amigável e ingênuo provou ser um instrutor natural. Ele me ensinou a técnica no Hotel Beverly Hills. Em seu quarto de hotel ele tinha feito um pequeno santuário com velas e um lenço espalhados no chão.

Ele me disse para fechar os olhos e respirar fundo. Gary estava fazendo muito a sério, e assim o fiz também. Após vários dias desta prática, ele me deu o meu mantra, um som que eu continuo a usar para me colocar em um estado meditativo, no qual eu não estou pensando, mas estou ao mesmo tempo no controle de meus pensamentos.

Agora, durante a nossa viagem de ônibus pela Escócia, Michael e eu começamos a meditar juntos. Michael controlava o tempo, e nós meditávamos durante vinte e cinco minutos, com um descanso de cinco minutos no final. A partir de então, sempre que estávamos juntos, fazíamos um ritual de meditação pelo menos uma vez por dia. Mantínhamos o foco. Era como ter um amigo no ginásio. Depois desta viagem, meditar era algo que continuaríamos a fazer juntos por anos.

E assim fizemos nossos mapas mentais, meditado, e pensando sobre como nossas mentes funcionam e quais eram os nossos lugares no Universo. Eu ainda tenho o mapa mental que eu fiz naquela época, e olhando para trás, vejo as fantasias que eu tinha então, elas evoluíram para as metas que eu tenho hoje.

Eu queria apartamentos em Los Angeles, Nova York e na Itália,todos eu acabei tendo, em um momento ou outro na minha vida. Eu queria ter um hotel e um time de futebol, e ambos esses sonhos quase se tornaram realidade. Eu queria produzir filmes e música, no que eu estou trabalhando agora. E eu queria ser modelo. (Eu tinha dezesseis anos. Dê um desconto ao garoto.)

Sem perceber, no momento, uma das primeiras lições que eu tinha absorvido de Michael tinha a ver com entender as oportunidades que vêm com o poder, a ambição e o autoconhecimento. Pensar nesses termos é suficiente para fazer uma criança crescer para mudar o mundo.

Com frequência, gostávamos de pedir ao motorista para parar o ônibus. Nós tínhamos de sair e olhar em volta, e Michael falava sobre onde estávamos, o que estávamos vendo, e por isso era importante. Lembro-me de parar o ônibus para assistir a um por do sol em particular.

Havia uma extensão de grama verde, belas e altas árvores moldaram nossa visão.

'Olhe para isso' - disse ele - 'Você sabe que há um Deus, quando você vê uma paisagem como essa. Nós somos tão afortunados por ter a oportunidade de viajar assim. Se as pessoas vissem isso todos os dias, eles provavelmente cuidar melhor desta terra.'

Michael me ensinou a ver a natureza. Se eu não o tivesse tido como um guia, eu nunca poderia ter aprendido a fazer uma pausa na beira da estrada e deixar a paisagem tem seu efeito sobre mim. Eu não me importo o quão cafona pareça. Michael estava aberto sobre amar a nossa terra com grande paixão. Ele queria ajudar a preservá-la para sempre. Eu o ouvi dizer isso antes, tanto na pessoa e na sua música, mas agora, como tomamos tempo para apreciar a obra de Deus, o senti de uma nova maneira.

Um dos livros que Michael me disse para ler na viagem foi Jonathan Livingston Seagull*...


(nota do blog: Fernão Capelo Gaivota*, aqui no Brasil)

... de todas as gaivotas, vi que havia mais vida além de ser uma gaivota, mais do que aquilo que estava bem na frente dele. Michael queria viver dessa maneira, voar além de todas as expectativas, para viver uma vida extraordinária. Ele instigou essa ambição em mim muitas vezes, me perguntando:

'Você quer ser Jonathan, ou uma das outras aves?'

Essa viagem de ônibus foi um dos momentos mais memoráveis ​​que passei com Michael. Nunca se tornou cansativo. Nós nunca brigamos. Andamos pela Escócia, falando sobre a vida, a ligação, e como as milhas desligaram o odômetro, a nossa troca tornou-se menos o de um professor e seu aluno e mais de seus pares.

Não importava que eu fosse mais de vinte anos mais jovem. Pela primeira vez, Michael e eu começamos a ter um diálogo real.

'Tudo o que você tem que fazer' - ele disse - 'é estudar essas imagens e essas palavras. Olhe no espelho e diga a si mesmo o que você quer que aconteça. Faça isso todos os dias, e isso vai acontecer.'

'Só isso?' Eu perguntei. 'Isso é tudo que você precisa fazer?'

'Não é apenas sobre os pensamentos e palavras. É uma emoção que se move através de seu sangue. Você tem que sentir e viver todos os dias até que você acredite.'

'Uau', eu disse. Eu fiquei encantado. 'Isso faz muito sentido. Então é isso que você faz com sua música!'

'Sim, Frank, exatamente, correto! E logo eu vou usar a mesma fórmula para fazer filmes.'

Nossas trocas eram sinceras e significativas para nós dois. Eu ainda era jovem, é claro, mas Michael viu que eu estava curioso e ambicioso, e como meu professor de vida, ele abraçou a oportunidade.'

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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   Qua Set 19, 2012 2:44 pm

Tatah, amiga, me desculpe pela demora, mas vc sabe que eu tô amando seus posts do livro, né?
Muito obrigada por fazer isso pra gente!!!! boca123
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MensagemAssunto: Re: My Friend Michael   

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My Friend Michael
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